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Agricultores familiares da região de São João dos Patos estão finalizando plantio de arroz e milho

Foto 1 Sagrima - plantio de arroz e milhoOs agricultores familiares da região de São João dos Patos que receberam sementes selecionadas de arroz e milho da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Sagrima), estão finalizando o plantio em suas lavouras. Em todo o Maranhão, para a safra 2013/2014, a Sagrima distribuiu 554 toneladas de sementes de arroz e 793 toneladas de sementes de milho.

A Região Sul do estado iniciou o plantio de milho primeiro que as demais regiões do Maranhão por causa das chuvas, que permitem o começo do plantio ainda nos meses de outubro e novembro. O prazo de colheita está previsto para o mês de março deste ano, pois o ciclo do milho é de 120 dias.

Além das sementes de arroz e milho, a Sagrima vai adquirir cerca de 300 toneladas de sementes de feijão que devem ser distribuídas em meados do mês de maio. “Nós já adquirimos 773 quilos de sementes de hortaliças que serão entregues aos agricultores familiares a partir do mês de abril”, informou o secretário Cláudio Azevedo.

O gestor da Agência de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de São João dos Patos (Agerp), Ivo Marques Bezerra, informou que houve uma enorme demanda pelos agricultores dos 16 municípios atendidos pelo escritório regional da Agerp. A maioria dos agricultores plantam consorciado – arroz e milho na mesma área – e muitos inserem também o cultivo da mandioca no mesmo local.

Ivo Bezerra disse que, ao contrário do ano passado, o inverno na região está bom e que as chuvas estão caindo com regularidade. “A previsão é de que o início da colheita do arroz aconteça a partir de março e o milho no final do mês de junho”, acrescentou ele.

Na regional de São Luís, os cerca de 60% dos agricultores familiares que receberam as 12 toneladas de sementes de milho já concluíram o plantio. “Atendemos aos municípios de São José de Ribamar, Raposa, Paço do Lumiar e Alcântara”, informou o gestor da Agerp de São Luís, Raimundo Estevão Amaral Filho.

A Agerp, órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes) é parceira da Sagrima na distribuição das sementes, juntamente com as prefeituras, associações e sindicatos rurais.

Nova variedade

Também foram adquiridas pela Sagrima, e serão entregues em maio, 100 toneladas da nova variedade de arroz desenvolvida pela Embrapa em parceria com o Governo do Estado, a cultivar BRS MA 357. As sementes serão destinadas a aproximadamente 10 mil agricultores familiares da Baixada Maranhense e também a agricultores que cultivam em terras baixas, várzeas úmidas ou sob regime de irrigação.

Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Sagrima)

PAA: Agricultores familiares receberam quase R$ 10 milhões em janeiro

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) repassou em janeiro quase R$ 10 milhões a agricultores familiares que forneceram produtos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Cerca de 5 mil famílias que forneceram alimentos ao programa pela modalidade de Compra com Doação Simultânea já estão sacando os recursos referentes à venda da sua produção no período de 17 de dezembro a 17 de janeiro. Desde junho de 2013, quando o governo passou a fazer os pagamentos diretamente aos agricultores, o PAA já repassou mais de R$ 50 milhões às famílias.

O pagamento direto às famílias foi uma das principais mudanças implementadas em 2013 no PAA. Os produtores recebem os pagamentos mensalmente e sacam os recursos por meio de cartão magnético individual e específico do programa. O cartão também pode ser utilizado para pagamentos em débito automático. De acordo com as regras da modalidade de Compra com Doação Simultânea, cada produtor pode vender para o programa até R$ 5,5 mil por ano.

Além da agilidade no repasse dos recursos, o novo modelo de operação do PAA substituiu os antigos convênios por termos de adesão de estados e municípios. A mudança trouxe uma série de mecanismos de controle que garantem maior segurança na operacionalização, além de facilitar o acompanhamento dos pagamentos aos produtores. “O novo modelo do programa permite maior transparência e melhor fiscalização, ao mesmo tempo que torna mais ágil o pagamento do agricultor familiar”, destaca o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos.

Os alimentos comercializados nesta modalidade são destinados a famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional, além de entidades da rede socioassistencial e instituições públicas ou filantrópicas de ensino. Em 2012, 185 mil agricultores familiares de todo país forneceram alimentos para o PAA, que foram distribuídos a 23,8 mil entidades.

 

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)

Governo do Estado vai implantar sistemas de abastecimento de água em comunidades de Ribamar

O Governo do Estado vai implantar, no município de São José de Ribamar, dez novos sistemas simplificados de abastecimento de água. A parceria para a realização do projeto foi celebrada na tarde desta segunda-feira (27), entre a Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes) e a Prefeitura de Ribamar. A iniciativa prevê a aplicação de recursos no valor de R$ 1,5 milhão, com contrapartida de R$ 77.780,97 do mnicipio.

Os sistemas serão construídos em povoados e bairros do município que apresentam deficiência no abastecimento de água, entre eles estão o Jardim Turu, Parque Jair, Trizidela da Maioba, Recanto Turu, Cohabiano, Alonso Costa, Itapari, São Paulo, Juçatuba e Residencial Olimpo.

O termo da parceria foi assinado pelo titular da Sedes, Fernando Fialho e o prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim. Segundo Fialho, a iniciativa visa a melhoria da qualidade de vida das famílias que sofrem com a falta de água nessas comunidades, além de contribuir com a saúde da população, que passará a consumir água de boa qualidade.

De acordo com o plano de trabalho do projeto, cada sistema simplificado de abastecimento de água será composto por um poço tubular revestido com 80 metros de profundidade, adutora, rede de distribuição, instalações eletromecânicas, bomba acoplada a motor elétrico, subestação, quadro de comando elétrico abrigado em cubículo de alvenaria, reservatório de fibra de vidro, elevado em torre de concreto armado, entre outros componentes.

Segundo o prefeito de Ribamar, Gil Cutrim a implantação dos sistemas é uma demanda muito pleiteada pelas comunidades beneficiadas, e que agora serão atendidas pelo Governo do Estado. “Isso mostra que o governo está dentro de cada município, descentralizando suas ações e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população maranhense”, concluiu o prefeito.

 

Mutirão de documentação chega a quatro municípios do Maranhão

MUTIRÃO MARANHÃO JOÃO INTERNACerca de 300 famílias de agricultores maranhenses terão a oportunidade de tirar documentos civis e trabalhistas nos próximos dias. Entre esta terça-feira (28) e o próximo dia 4 de fevereiro, o Expresso Cidadã visitará quatro municípios do estado para realizar mutirões de documentação, promovidos pelo Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural (PNDTR), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Na ocasião, famílias de São João do Carú, Zé Doca, Governador Newton Belo e Centro Novo do Maranhão poderão emitir gratuitamente a primeira via da carteira de identidade (RG) e do Cadastro de Pessoa Física (CPF), além de primeira e segunda vias da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). Será, também, oferecido serviço gratuito de fotografia.

Segundo a diretora de Políticas para Mulheres Rurais (DPMR/MDA), responsável pelo programa, Karla Hora, o mutirão de documentação é a porta de entrada da trabalhadora rural aos programas do Governo Federal. “Este é o primeiro passo para o exercício da cidadania. Com a documentação, as mulheres podem acessar diferentes políticas públicas, além de assegurar direitos como aposentadoria e auxílio maternidade, e, também, as políticas que auxiliam suas atividades produtivas no meio rural”, avalia Karla.

Expectativa

Os mutirões de documentação são destinados às mulheres acampadas, assentadas, agricultoras familiares, quilombolas, indígenas, pescadoras artesanais, extrativistas e atingidas por barragens. Homens e crianças também podem se beneficiar da ação, dentro do limite de documentos disponíveis para cada mutirão. A expectativa é que sejam atendidas 150 mulheres.

Serviço

Mutirão do Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural (PNDTR)

Datas: 28 a 29/01 – mutirão em São João do Carú

30 a 31/01 – mutirão em Zé Doca

01 a 02/02 – mutirão em Governador Newton Belo

03 a 04/02 – mutirão em Centro Novo do Maranhão

Horário: sempre das 8h às 17h.

 

Fonte: Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)

Sedes reúne entidades rurais contempladas com projetos produtivos

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes) reuniu as 46 entidades contempladas com projetos produtivos, fruto de acordo de cooperação celebrado entre o Governo do Maranhão e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do edital 01/2012, para concessão de recursos não reembolsáveis. A reunião técnica, ocorrida no final desta semana e da qual participaram o titular da Sedes, Fernando Fialho, e técnicos do referido órgão, teve como propósito repassar orientações e procedimentos a serem adotados pelas entidades, durante a execução dos projetos produtivos.

Os projetos serão executados com recursos da ordem de R$ 10,5 milhões, contemplando atividades de agroindústria, horticultura irrigada, avicultura, piscicultura, fruticultura, apicultura, pesca artesanal, patrulha agrícola mecanizada, entre outros.  “Sabemos da importância da orientação às entidades nesse processo, para que os projetos produtivos dêem certo. E nosso objetivo em promover esse encontro é explicar os detalhamentos da execução dos projetos, o passo-a-passo, para que estes sejam operacionalizados de acordo com a legislação estadual e federal vigentes”, salientou Fabíola Ewerton, superintendente de Agricultura Familiar da Sedes.

Segundo ela, entre as orientações repassadas às entidades contempladas estão os procedimentos que vão precisar atender durante a execução dos projetos, principalmente no que diz respeito à realização de licitações, à prestação de contas e ao correto atendimento do plano de trabalho celebrado em convênio.

De acordo com Fernando Fialho, a execução dos projetos produtivos demonstra o compromisso do Governo do Estado com a agricultura familiar. “Fizemos um grande pacto com as prefeituras municipais para promovermos a melhoria da infraestrutura de produção de modo geral e, consequentemente, o fortalecimento da agricultura familiar no estado”, disse Fernando Fialho.

Segundo o secretário, são ações que contemplam desde a construção de estradas vicinais, o estabelecimento e apoio a arranjos produtivos locais, a assistência técnica para possibilitar acesso às inovações tecnológicas, entre outras ações que contribuam para a redução da pobreza no campo.

Presente à reunião, o presidente da Associação de Barra do Corda, Francisco Santana, disse que considerava importante as orientações repassadas. “Os esclarecimentos contribuem para o sucesso dos projetos produtivos implementados pelas associações e cooperativas rurais. É bom para a gente e também para o Governo, que incentiva a produção”, concluiu.

Fonte: Ascom Sedes

Agricultura familiar financia mais de R$ 20 bilhões pelo Pronaf em 2013

Em 2013, agricultores familiares brasileiros fizeram mais de dois milhões de contratos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para financiar sua produção, o que corresponde a mais de R$ 20 bilhões emprestados, em operações de custeio e investimento. O valor de 2013 é 11,3% superior ao do ano de 2012 e 38,6% maior que o de 2011. O número de contratos foi 12,9% superior ao de 2012 e 34% maior em relação a 2011.

“A evolução do Pronaf em 2013 significa um valor quase dez vezes maior ao que foi aplicado em 2002. Mostra o quanto o Programa evoluiu como política pública, apoiando a agricultura familiar, não só no valor expressivo de R$ 20 bilhões, mas também em relação ao número de contratos”, observa o secretário nacional da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Valter Bianchini. “De 900 mil contratos, em 2002, saltamos para 2,2 milhões em 2013 e de R$ 2,2 bilhões em valor financiado, saltamos para mais de R$ 20 bilhões”, compara o secretário.

Ele destaca que a agricultura familiar brasileira acessa o crédito para custear sua produção e para financiar tratores, implementos, máquinas, equipamentos para avicultura, pecuária de leite, fruticultura, agroindústria, armazéns, irrigação, entre outros investimentos estruturais. Em torno de 60% do valor total financiado, no ano passado, foram tomados em operações de investimento.

“O bom momento que vive a agricultura brasileira, com boa produtividade, bons preços e baixa inadimplência, têm levado os produtores a investimentos crescentes, como revelam os números do Pronaf. O apoio da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), nos últimos dez anos, foi muito importante para essa evolução”, avalia Bianchini.

Ele salienta ainda que, além do crescimento nos volume de crédito e no número de contratos, o Pronaf conta com novos instrumentos criados na última década. “O Seguro da Agricultura Familiar cobriu 96% das operações de custeio em 2013 e todas as operações de custeio e parte das operações de investimento estão ancoradas no PGPAF, o Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar”, acrescenta.

Nordeste – O Pronaf tem se destacado junto ao público situado na linha de pobreza, também beneficiário do Programa. Dos mais de dois milhões de contratos de agricultores familiares, mais de um milhão foram de micro financiamentos, contratos de R$ 3 mil em média, enquanto a média nacional é de R$ 9 mil, segundo assinala Bianchini. A região Nordeste é um exemplo onde há uma atuação com ênfase nos agricultores na linha de pobreza, com o Microcrédito Rural.

Fonte: Portal Avicultura Industrial

Agricultor familiar poderá ter crédito facilitado para assistência técnica

Fotos produzidas por terceirosFacilitar o acesso dos produtores rurais a serviços privados de assistência técnica e extensão, por meio de financiamento, é o objetivo de projeto de lei pronto para votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O PLS 318/2012 — Complementar, apresentado pelo ex-senador Assis Gurgacz, altera as Leis do Crédito Rural (Lei 4.829/1965) e Agrícola (Lei 8.171/1991) para incluir, entre os objetivos do crédito agropecuário, o financiamento da contratação desses serviços por produtores rurais e associações, por meio de linha específica de crédito subsidiado.

O texto estabelece que agricultores familiares e empreendedores familiares rurais terão juro zero no crédito para contratação de assistência técnica privada. O projeto também determina que o Conselho Monetário Nacional deverá incluir na proposta orçamentária anual, elaborada pelo Executivo, dotação destinada ao custeio da contratação de trabalhos desse tipo por beneficiários do crédito rural. Os recursos seriam alocados em linhas de crédito exclusivas.

Ampliação do acesso

No projeto, o ex-senador — que exerceu mandato no Senado em 2012 como primeiro-suplente de Acir Gurgacz (PDT-RO) — argumenta que o financiamento público da contratação de serviços privados pode ampliar, de forma mais ágil, o acesso dos produtores à assistência técnica e extensão rural (Ater). Ele diz que a dificuldade de acesso é uma das principais queixas manifestadas durante audiências públicas realizadas pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). Sua proposta, afirma, pretende reparar uma deficiência da legislação ao explicitar, na Lei 4.829, o financiamento subsidiado da prestação de tais serviços como um dos objetivos específicos do crédito rural.

Assis frisa que a reestruturação das empresas estaduais de Ater, que oferecem orientação gratuita aos agricultores familiares, é fundamental para o sucesso das políticas vinculadas ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Porém, “levaria muito tempo, décadas talvez, para que tais empresas tivessem estrutura e pessoal suficiente para atendimento de todos os agricultores familiares, além de bilhões em investimentos, inclusive, dos governos estaduais”, ressalta. O ex-senador cita estudo divulgado em publicação do Ipea, baseado no Censo Agropecuário de 2006, que revela que 78% dos produtores rurais declaram não receber nenhuma orientação técnica, 13% afirmam ter orientação ocasional e apenas 9% garantem ter orientação regularmente. Para o ex-senador, o país precisa de um sistema pluralizado de serviços de assistência técnica e de financiamento, tanto públicos quanto privados, para suprir a necessidade do setor.

Juros baixos

Ele defende que, tal como no Pronaf, as linhas de crédito para Ater sejam subsidiadas com baixas taxas de juros. O ex-senador sustenta ainda que os produtores rurais (sejam agricultores familiares ou patronais, individualmente ou organizados em grupos informais, cooperativas ou associações) devem poder contratar o prestador de serviço de assistência técnica que quiserem. Assis explica que, a partir da Lei Geral de Ater (Lei 12.188/2010), que instituiu o Programa Nacional e a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Pronater e Pnater, respectivamente), o governo passou a selecionar e credenciar entidades privadas (empresas, ONGs e cooperativas) para atender agricultores familiares. Para ele, tal modelo representa a tutela do Estado sobre a escolha de qual instituição prestará serviço gratuitamente aos agricultores, que não têm participação na seleção dos técnicos ou entidades que darão assistência.

Voto favorável

O relator, Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), deu parecer favorável à proposta. No relatório, o senador observa que embora alguns setores exibam recordes de produtividade agropecuária, há um significativo contingente de produtores, sobretudo agricultores familiares, que necessitam de serviços de Ater, hoje insuficientes. Ele diz que no Plano Safra da Agricultura Familiar de 2012–2013 foram previstos R$ 542 milhões em recursos federais para serviços gratuitos no âmbito do Pronater, o que equivaleria a R$ 124 para cada um dos 4,3 milhões de estabelecimentos de agricultura familiar identificados pelo Censo — um valor irrisório para a remuneração de um profissional técnico, conforme o relator. Para Rodrigues, a destinação de crédito subsidiado à contratação dos serviços e sua previsão no Orçamento, estabelecidos pelo projeto, dotariam o setor agropecuário de recursos para o acesso dos produtores ao conhecimento e à assessoria técnica.

Fonte: Agência Senado

Governo inclui Paço do Lumiar no Programa de Aquisição de Alimentos

Por meio do programa, o município passa a ser um dos fornecedores de alimentos para os restaurantes populares da capital, beneficiando 152 agricultores familiares e 20 entidades da localidade.

Em continuidade ao trabalho de fortalecimento da agricultura familiar no Maranhão, o secretário de Estado do Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (SEDES), Fernando Fialho, reuniu-se com representantes da prefeitura de Paço do Lumiar e agricultores familiares para definir propostas de inclusão do município ao Programa de Aquisição de Alimentos – PAA. O programa beneficiará 152 agricultores familiares e 20 entidades beneficiárias, totalizando um valor de R$ 867.000,00 em produtos adquiridos. O PAA garantirá mercado e a venda da produção agrícola do município.

Fernando Fialho afirmou que a implantação do PAA aquece a economia local. Além disto, os fornecedores dos restaurantes populares são obrigados a adquirir pelo menos 30% da produção agrícola dos produtores cadastrados no programa.  ”Todos os contratos assinados pelos fornecedores contêm essa exigência. Além disso, cobramos mensalmente os comprovantes de aquisição de alimentos na quantidade exigida. Faz parte da política do Governo do Estado garantir emprego e renda a quem precisa,” afirmou Fialho.

Fruto da parceria dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), dos estados e dos municípios, o PAA é uma ação do Governo Federal para colaborar com o enfrentamento da fome e da pobreza no Brasil. Para isso, o programa utiliza mecanismos de comercialização que favorecem a aquisição direta de produtos de agricultores familiares.

De acordo com o prefeito de Paço do Lumiar, Josemar Sobreiro o PAA proporcionará à agricultura familiar do município, melhores condições de desenvolvimento. “Queremos implantar em Paço do Lumiar uma agricultura digna. Para isso, por meio da parceria com a Sedes, daremos apoio técnico, conseguiremos sete micros tratores, vamos abrir poços e distribuir kits de irrigação para amenizar o problema da água, além de recuperar as estradas vicinais para facilitar o escoamento dos produtos”, disse o prefeito.

Os agricultores contarão também com o Banco do Cidadão, que facilitará o acesso ao crédito por meio do Banco do Nordeste e será inaugurado até o final deste mês.  A agricultora Domingas Nascimento, da comunidade de Mojó, está satisfeita com as oportunidades que lhe serão dadas através do PAA. “Cultivo feijão, milho, maxixe, banana e mamão, e só com o trabalho na feira não dá pra vender tudo. Além de não termos condições de transportar todos os produtos até lá, a procura é pouca, e muita coisa acaba estragando. Nossa vida vai melhorar muito com o PAA porque vamos ter chances de expandir a venda da nossa produção”, frisou a agricultora.

Restaurante Popular – Fernando Fialho, acompanhado do prefeito Josemar, visitou o Restaurante Popular de Paço do Lumiar, que funciona no Maiobão, atendendo 1.000 refeições/dia, em caráter experimental, assim como o instalado na Liberdade.

Durante a visita o secretário verificou as condições estruturais da unidade e tomou providências para promover melhorias no local, como a colocação de um toldo na parte externa do restaurante, com o propósito de oferecer maior comodidade aos usuários durante o período chuvoso.

Outros quatro restaurantes populares funcionam em São Luís, na Cidade Olimpíca, Vila Luizão, Anjo da Guarda e Coroado. O valor cobrado por almoço é R$ 1,00 por pessoa e diariamente são produzidas e vendidas 1.000 refeições.

Os seis restaurantes populares que estão funcionando em São Luís têm como objetivo garantir comida boa, em quantidade suficiente; e oferecer refeição diária com preço baixo, em local adequado. O horário de funcionamento é das 11h às 14h30, de segunda a sexta-feira.

Fonte: Portal de Notícias do Governo do Maranhão

Governo quer ampliar venda de alimentos da agricultura familiar para hospitais

securedownloadO Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Ministério da Saúde reuniram, nesta terça-feira (21), em Brasília, representantes estaduais da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) para uma oficina sobre a modalidade de Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O encontro visa promover um circuito de compras de alimentos da agricultura familiar para abastecer hospitais, Santas Casas de Misericórdia e entidades filantrópicas de saúde que atendam por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país.

“Dentro das instituições do Sistema Único de Saúde, a alimentação é um elemento importante do serviço. Nosso papel é contribuir com a melhoria do acesso da população a uma alimentação adequada”, afirmou o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos, durante a abertura do encontro.

Para o secretário nacional de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, a integração entre as políticas, discutida na oficina, também tem a função de fortalecer o desenvolvimento social nos municípios. “É possível interagir para que a agricultura familiar, com o estímulo, com a determinação política, possa utilizar toda essa rede para comercializar alimentos de melhor qualidade, com maior garantia, reduzindo tempo de transporte, incentivando garantia de emprego e renda e dando condições melhores para aquela região”, disse.

Segundo dados do MDS, somente no primeiro ano de execução da modalidade de Compras Institucionais, instituições de todo o país compraram R$ 21,6 milhões em produtos da agricultura familiar. As experiências do Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, e do Município de Viçosa (AL) foram apresentadas aos participantes.

Compra Institucional – Criada em 2012, a modalidade Compra Institucional amplia as oportunidades de mercado para a agricultura familiar, permitindo que órgãos de administração direta ou indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios comprem, com seus próprios recursos, alimentos para atender as demandas regulares de restaurantes universitários, presídios, hospitais, academias de polícia, entre outros. A compra dispensa licitação, utilizando as regras do PAA.

Podem fornecer os agricultores familiares, assentados da reforma agrária, silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores artesanais, comunidades indígenas e integrantes de comunidades remanescentes de quilombos rurais e de demais povos e comunidades tradicionais, organizados em cooperativas ou outras organizações. Cada família pode vender até R$ 8 mil por ano por essa modalidade do PAA.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)

Povoado São Paulo em Ribamar se destaca na plantação de hortaliças

casal spO povoado São Paulo (São José de Ribamar), possui  uma série de  famílias agricultoras que vivem  do cultivo da terra. Um exemplo disso é Maria Francisca Santos. Ela é moradora  e está no setor há dez anos com o marido Agnaldo Sousa Reis -, que são proprietários de uma  pequena área.

O casal  planta hortaliças, tais como: cheiro-verde, vinagreira, couve, alface, pimentinha, quiabo e outros. Todos os dias, logo às cinco da manhã, o casal levanta e vai cuidar de suas plantações que ficam no quintal de casa.  Suas cultivares  são levadas por Agnaldo que as repassam a um distribuidor  na feira da Cidade Operária. O preço praticado, de acordo com Francisca é o  de mercado.

 “A  renda é boa, já que a procura e o mercado favorecem. É desse trabalho que tiramos nosso sustento”, disse ela, frisando ser essencial a participação dos técnicos da Agerp nesse processo com assistência técnica e entrega de sementes, não somente à eles, mas também aos agricultores que trabalham na área.

Francisca se orgulha de ter conquistado sua casa própria a partir do seu trabalho na agricultura familiar. O  orgulho vem ainda de manter na universidade, a filha mais velha que com dezenove anos cursa na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Artes Visuais.

“Muito bom saber que mesmo com sacrifício, os nossos filhos trilharão um caminho melhor”, disse ela, orgulhosa por utilizar em sua plantação um kit de irrigação doado pelo Governo do Estado,  que assim como a entrega do kit, favoreceu  a estrutura de um poço artesiano no local utilizado por outras quatro famílias que moram no entorno.

Texto e foto: Leocândida Rocha