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Agerp e Basa discutem parceria para fortalecimento da agricultura familiar

DSC09554A diretoria de Assistência Técnica e Extensão Rural da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária  e Extensão Rural do Maranhão (Agerp), recebeu esta semana a visita do superintendente regional  do Banco da Amazônia (Basa), Antônio Edson da Costa Pinheiro, do coordenador de Análise e Acompanhamento de Crédito,  Jose Hadson Ramalho  e do engenheiro agrônomo, José Nunes .

Os representantes do Basa foram até a Agerp, motivados a  estreitar relacionamento  com este órgão, bem como  falar da importância  da assistência técnica na aplicação do crédito  na agricultura familiar maranhense.

Para a diretora de Ater na Agerp, Thelma Aragão, o encontro com representantes do Basa é uma excelente  oportunidade para, numa parceria com os agentes financeiros, o Estado do Maranhão amplie cada vez mais a aplicação dos recursos do  Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF -,  e suas várias linhas de crédito, reduzir os índices de inadimplência, conhecer as linhas de crédito do Banco e discutir a possibilidade de  fechar parceira  a fim de proporcionar aos agricultores, melhores  condições de trabalho dando respostas às suas necessidades.

“O crédito rural, assistência técnica e a capacitação dos agricultores familiares é um tripé que deve funcionar em perfeita sintonia. Vejo como fundamental para o sucesso das atividades produtivas”, disse a diretora de Ater da Agerp, Thelma Aragão, ao tempo que completa.

“Quando vimos portas se abrirem para o fortalecimento da agricultura familiar no Estado, buscamos conhecimentos e condições para que sejam firmadas parcerias. São elas as responsáveis pela implantação de políticas eficazes no atendimento do público da agricultura familiar”, destacou a diretora de Ater.

De acordo com Edson Pinheiro, a primeira visita dos executivos do Basa discutiu-se a promoção e o desenvolvimento do setor produtivo do setor agropecuário com base sustentáveis.

“A reunião foi bastante produtiva. Esperamos fazer parceria e dobrar o volume de crédito nas regiões atendidas por  catorze pontos de venda”, falou, revelando que  entregou à direção desta Agência  a relação de agricultores que já são clientes do Banco, mas que se submeterão a análise  ainda este ano.

Além de representantes do Basa, participaram da reunião  o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Agerp, Wellington Matos, os engenheiros agrônomos: Ivanilde Santos, Oscar Aragão e  José Lopes, a assistente social, Érika Ricci  e o estagiário de engenharia de pesca, Darthian de Souza Nunes.

Texto: Leocândida Rocha

Governo destina R$ 21 bi para financiar a agricultura

safraA presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (24) que o governo destinou R$ 21 bilhões para financiar a safra de 2013/2014 da agricultura familiar, dos quais R$ 13,7 bilhões já foram contratados pelos pequenos produtores. Segundo ela, os agricultores estão aproveitando o crédito barato do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para expandir a produção e comprar máquinas e equipamentos.

“São mais tratores, mais caminhões, equipamentos de irrigação e resfriadores de leite, aumentando a produtividade nas lavouras e nas criações da agricultura familiar”, disse.

No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma informou que o pequeno agricultor também pode se beneficiar das inovações tecnológicas. “No Pronaf Inovação, o crédito é bem barato para incentivar o cultivo protegido de hortifrutigranjeiros, para a automação da avicultura e da suinocultura, e também para atualização tecnológica da bovinocultura de leite.”

A presidenta explicou que o fortalecimento da agricultura familiar também inclui o apoio à comercialização dos produtos por meio da compra de uma parte dos alimentos produzidos nas pequenas propriedades e cooperativas pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). O orçamento do PAA somado ao orçamento do Pnae para 2014 é cerca de R$ 2 bilhões.

“Esses programas, o PAA e o Pnae, são muito importantes, porque, primeiro, garantem renda certa aos produtores; segundo, eles colocam produtos frescos e saudáveis na merenda escolar das crianças, nas creches e nos hospitais. E, finalmente, eles movimentam a economia dos pequenos municípios”, ressaltou.

Segundo Dilma, os pequenos produtores representam 33% do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário do Brasil, 84% dos estabelecimentos rurais e 74% da mão de obra no campo.

Fonte: Portal Imirante

Acordo disponibiliza R$ 15 mi para agricultura familiar

mc_111214_0076marcelo_curiaCooperativas e associações da agricultura familiar interessadas em investir na produção podem se candidatar aos recursos oferecidos por meio do acordo entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As inscrições começaram na segunda-feira, 17, e vão até 31 de março.

Segundo a Conab, em comunicado, o acordo prevê a oferta de R$ 15 milhões em projetos que visam solucionar gargalos produtivos, permitindo expandir atividades, aprimorar condições de trabalho no meio rural e proporcionar ampliação da renda dos produtores.

Foram estabelecidas duas faixas de apoio, uma de R$ 70 mil destinada apenas às organizações de produtores familiares de comprovada base agroecológicas ou orgânicos e às associações e cooperativas formadas exclusivamente por mulheres. A outra faixa é de R$ 50 mil, voltada para os demais interessados.

A Conab esclarece que os recursos estão veiculados à quantidade de beneficiários que o projeto irá atender. O edital prevê um teto de R$ 2 mil por beneficiário para os projetos de até R$ 50 mil e R$ 2,8 mil para os projetos de até R$ 70 mil. O projeto deve apresentar no mínimo 10 beneficiários.

Podem se candidatar aos recursos não reembolsáveis cooperativas ou associações de produtores rurais de base familiar constituídas há mais de dois anos. Os interessados devem apresentar o DAP, que é o Documento de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) (DAP), entre outras exigências.

Os interessados devem fazer o download do programa ProjetosNet disponível no site da Conab e preencher os dados requeridos. É necessário, ainda, encaminhar a documentação exigida para a Superintendência Regional do Estado em que a organização tem sede.

Fonte: Globo Rural

Crédito aos agricultores familiares continua em alta na safra 2013/2014

pronaf_0Nos sete primeiros meses do ano agrícola da safra 2013/2014 foram realizados 1,2 milhão de contratos pelo Pronaf e o total de recursos emprestados para agricultores familiares foi de R$ 13,7 bilhões. Esses números significam que entre julho de 2013 e janeiro de 2014 o valor ficou 12% acima do contratado no mesmo período da safra passada (2012/2013). O total de operações de crédito é recorde para o período.

“Os R$ 13,7 bilhões aplicados nos primeiros sete meses equivalem a dois terços dos R$ 21 bilhões previstos para a safra 2013/2014, o que projeta que vamos ficar muito próximo do planejado. É um bom volume de recursos e está crescendo o número de contratos, ampliada a abrangência do programa”, observa o secretário da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Valter Bianchini. “É um crédito que vai se mostrando bem distribuído entre a agricultura e a pecuária, com aproximadamente R$ 8 bilhões na agricultura e R$ 5,8 bilhões na pecuária”, ele acrescenta.

Em uma análise do período, Bianchini afirma: “São bons indicadores, mostram que a safra atual repete a tendência da safra anterior – de boa produção da agricultura familiar e de bons preços, numa média geral. Essa expectativa de boa renda, com uma boa perspectiva de produção, mostra que, também, os agricultores estão apostando em mais crédito para custeio e investimento na propriedade”, explica.

Para ele, o aumento dos volumes de operações e do valor financiado pode ser creditado à grande adimplência dos agricultores familiares, à melhoria das ações dos agentes financeiros que operam com o crédito rural do Pronaf, ao comportamento favorável dos preços dos  produtos alimentares produzidos pelos agricultores familiares, a maior divulgação das linhas de crédito e aos mecanismos de Seguro da Agricultura Familiar (SEAF) e ao Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF).

Custeio e investimento

Do total de contratos, 802 mil (73%) foram para operações de investimento, enquanto 472 mil (37%,) foram para custeio.

Produção agrícola e pecuária

Do total de R$ 13,7 bilhões contratados, R$ 7,9 bilhões foram destinados à produção agrícola. O valor financiado para a pecuária foi de R$ 5,8 bilhões.

Os valores de crédito contratado foram fornecidos pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural (Diorf), Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop), do Banco Central, que gerencia o Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor).

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)

Agerp participa da entrega de caminhão a piscicultores de Itans

DSC09512Os piscicultores do povoado Itans, em Matinha, receberam neste final de semana, dos representantes da Fundação Banco do Brasil (FBB) e da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp), do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Maranhão, (Sebrae) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, (Senar) – veículo para ser utilizado  no escoamento do pescado produzido naquela localidade.

A aquisição do caminhão integra projeto de melhoria da qualidade da produção e comercialização do pescado encaminhado no ano passado pela Associação dos Piscicultores do Povoado  de Itans, à Fundação, com articulação do Escritório Regional da Agerp em Viana.

O evento ocorreu na  igreja Assembleia de Deus daquele povoado, com oração ministrada pelo pastor local, José Silva de Oliveira. Se fizeram presentes  Thelma Aragão, (diretora de Assistência Técnica e Extensão Rural da Agerp), Marlúcio Mendonça, (gestor do Escritório Regional da Agerp em Viana), Mauro Borralho, (gerente de Operações do Sebrae-MA), Paulo Belarmino, (gerente de Negócios Sustentáveis do Banco do Brasil) e prefeitos: Marcos Robert Costa (Matinha), Gil Cutrim, (São José de Ribamar) e  Chico Gomes, (Viana). Secretários municipais, representantes das instituições parceiras e convidados.

Emocionado, o gestor da Agerp, Marlúcio  Mendonça, apresentou sua equipe de trabalho e destacou o  longo caminho que os piscicultores fizeram para se tornarem  respeitados pelo trabalho que ora empreendem.

“O homem na sua simplicidade, é capaz de mudar, de fazer a diferença, e este projeto é uma prova de que a agricultura familiar pode mudar a vida daquele que acredita no trabalho sério da assistência técnica da Agerp”, disse ele apontando para um novo horizonte a partir de investimentos feitos pelo Governo do Estado e de instituições como o Banco do Brasil, Sebrae e Senar.

Por sua vez, a  diretora de Ater da Agerp, Thelma Aragão, parabenizou toda a equipe envolvida  no processo e disse ser este um projeto que tem inspirado outros grupos de piscicultores de vários pontos do Estado.

“Este trabalho tem refletido  em todos os cantos do Maranhão e outros estados também. Quando a gente vê  este resultado, percebe-se o trabalho sério da Associação de piscicultores e o compromisso da Assistência Técnica  e dos demais parceiros em contribuírem com a melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares”, destacou a diretora da Agerp.

Expansão de negócios

Com esta nova ferramenta, os  empreendedores expandirão seus negócios, seja  firmando parcerias com supermercados  locais ou fora do Estado. Esta é a visão do presidente da APPI,  Elizeu Gomes Silva. Ele conta que  atualmente  o pescado produzido em Itans é comercializado em São Luis, Imperatriz, Teresina, mercado local e municípios vizinhos.

“O uso do veículo  abrirá novas perspectivas de venda”, disse, apontando para o  aumento gradual  quando é feita a despesca  nos tanques dos associados. Segundo ele, a cada semana são retiradas cerca de quinze toneladas. Mensalmente, a venda chega a  60..

Gomes destaca a união do grupo como fator principal para tanto sucesso. “A unidade dos associados, o desejo de crescer e de adquirir melhor qualidade de vida, a ajuda dos parceiros e a capacitação a que  nos submetemos – é o grande diferencial”, aponta ele, com ar de felicidade por mais esta conquista.

A APPI é formada por 37 piscicultores. Além desses, existem no povoado 82 famílias que também investem no negócio.  A capacitação  é uma exigência para que os piscicultores se tornem associados. Mesmo  não se submetendo às regras da APPI, os novos piscicultores recebem orientações referentes à criação e venda dos peixes.

O projeto de piscicultura em Itans teve início em 2009. Neste primeiro ano foram vendidos 60 toneladas de peixes. Ano passado, os piscicultores chegaram a comercializar 960 toneladas. Para este ano, os piscicultores preveem a venda de  hum milhão e doze mil  toneladas (1.012.000 ). “Estamos gerando receita e desenvolvimento para o Estado”, disse orgulhoso o piscicultor.

Texto e Fotos: Leocândida Rocha

Ano Internacional da Agricultura Familiar terá eventos globais

mda_ivo_e_jacinta_ventura02_00048Ao declarar 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF), a Organização das Nações Unidas (ONU) quis dar visibilidade a um setor que é protagonista em diversos segmentos, porém ainda é desconhecido de parte da população mundial. Alimentação saudável, segurança alimentar, proteção da agrobiodiversidade, preservação do regionalismo… A produção das famílias ao redor do planeta enfim estará em maior evidência a partir deste ano, em diversos eventos preparados para divulgar a sua importância global.

Segundo o chefe da Assessoria Internacional do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Caio França, no Brasil o governo federal realizará um conjunto de atividades previstas para celebrar o AIAF, ampliando a visibilidade da agricultura familiar e a sua contribuição para o desenvolvimento econômico do país. “É o momento de expor a importância que o segmento tem para a alimentação saudável”, afirma.

Os eventos serão promovidos pelo Comitê Brasileiro para o Ano Internacional da Agricultura Familiar, que será lançado no dia 18 de fevereiro, em Brasília. O grupo é composto por 18 órgãos ou entidades públicas – entre eles, 12 ministérios – e representantes da sociedade civil. “Esse comitê ajudará a difundir o tema no âmbito internacional, compartilhando a experiência brasileira, e terá um papel central na implementação das diretrizes voluntárias para a governança responsável da terra”, avalia o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas.

Composta por três bilhões de pessoas, entre produtores, camponeses e indígenas, a agricultura familiar é responsável por cerca de 70% dos alimentos consumidos no mundo. No Brasil, a agricultura familiar é responsável pela maioria dos produtos que chegam à mesa da população. Para o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, o país é modelo a ser seguido na valorização do segmento. “Hoje, o Brasil é referência no combate à fome e não se priva de divulgar suas estratégias para outros países. Diversos países estão mudando suas leis de compras públicas para se enquadrarem nas mesmas estratégias de políticas públicas adotadas no Brasil”, assinala José Graziano.

Entre os dias 15 e 20 de fevereiro acontecerá em Roma o 5º Foro Campesino Mundial, que reunirá representantes de agricultores familiares e pequenos produtores dos cinco continentes, mais representantes de governos e organizações internacionais para firmar alianças e acordos. A agenda completa do evento pode ser vista aqui.

Fonte: Site Globo Rural

Agricultores e assentados terão até 30 de junho para renegociar dívidas

mda_juraci_aparecido_lopez230807img_4015_00168Agricultores familiares e assentados da reforma agrária começam o ano de 2014 com novas oportunidades para retomarem suas atividades produtivas e a qualidade de vida no meio rural. Eles poderão solicitar a renegociação de seus financiamentos dentro de um prazo maior, assim como os agentes financeiros terão mais tempo para oficializar essas operações. Nesta terça-feira (11), foi publicada Resolução nº 4.309 que altera a Resolução nº 4.028, prorrogando os prazos de negociação.

Os agricultores familiares que têm operações de custeio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) contratadas até 30 de junho de 2010 têm até o dia 30 de junho de 2014 para manifestar formalmente o interesse em recompor o pagamento das dívidas. A medida vale para agricultores que estavam em situação de inadimplência no dia 18 de novembro de 2011 (e tinham operações contratadas até 30 de junho de 2010) e para os que estavam adimplentes no dia 18 de novembro de 2011 (em operações contratadas até 30 de junho de 2008).

“No início do ano, a presidenta assinou um conjunto de medidas que beneficia assentados da reforma agrária e agricultores familiares. Com mais esta medida, todos os agricultores serão beneficiados com a possibilidade de quitar suas dívidas mediante descontos já concedidos e, além disso, poderão optar pela renegociação de seus débitos”, diz o ministro-interino do Desenvolvimento Agrário (MDA), Laudemir Müller. “Nosso objetivo é que os assentados e os agricultores retomem a produção e acessem novos créditos do Pronaf”.

A medida vale também para os agricultores que tinham operações de custeio e de investimento do Programa para Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural) Familiar contratadas de 26 de junho de 2003 a 28 de junho de 2004. O limite de crédito por beneficiário para contratar novas operações é de R$30 mil.

A renegociação pode ser feita para agricultores com dívidas de até R$ 10 mil. O número de beneficiários com esta ação do Governo Federal, que envolve MDA e Incra, pode chegar a 660 mil agricultores.

“Com isso, estamos dando condições para que o conjunto da agricultura familiar aumente a produção de alimentos, estimulando a economia local, gerando empregos e contribuindo com o desenvolvimento do nosso País”, observa Laudemir Müller.

Conjunto de medidas

Entre as diversas ações do Governo Federal para reestruturar a agricultura familiar em 2014, está a Medida Provisória 636, que apresenta solução definitiva para o endividamento nas diferentes linhas de crédito para a reforma agrária e agricultura familiar.

Estimativas do Incra apontam que, cerca de 10 milhões de hectares de áreas reformadas poderão aumentar a produção e produtividade com as novas condições de negociação, e acesso a novos créditos.

A MP atualizou o saldo devedor a uma taxa de 0,5% ao ano, concedendo os mesmos descontos e prazos que são garantidos aos beneficiários do Grupo 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida. Com isso, o assentado paga 4% do saldo devedor, dentro de quatro anos, em parcelas limitadas a R$ 250 anuais.

A ação do Governo Federal estabeleceu a remissão das dívidas de até R$ 10 mil por beneficiário para as demais modalidades do Crédito Instalação.

A MP instituiu, ainda, o novo Crédito Instalação, com condições mais favoráveis de operação. A expectativa do Incra é chegar a 100 mil operações este ano.

Foto: Ascom/MDA

Agricultores de Panaquatira mudam de vida com assistência técnica da Agerp

DSC09356A rotina de levantar cedo, capinar, adubar, plantar e colher se repete há 10 anos na vida do casal de agricultores familiares, Ribamar Caldas e Luciane Batista, moradores do povoado Panaquatira, (São José de Ribamar).

Na área de 1, 5 hectare, os agricultores cultivam alface, cheiro verde, quiabo e abóbora, mas a plantação de milho é o destaque na propriedade, com mais de três mil pés plantados.

A colheita do cereal é feita aproximadamente a cada 120 dias após a semeadura e a entrega das espigas do milho é repassada para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar  (PNAE), do município. O casal já está se preparando para a colheita e adubando o solo para nova plantação.

O milho é um cereal cultivado em grande parte do país, de grande valor nutritivo para o ser humano e na fabricação de ração para animais e por ser um remédio natural para melhorar a qualidade do solo.

Assistência da Agerp

A cada ano os agricultores alternam o tipo de cultura para fortalecer, recuperar o solo e evitar que pragas sejam desenvolvidas na área. Com a assistência técnica da Agerp, os produtores conseguiram obter maior produtividade na terra.

“É essencial a assistência da Agerp, pois a técnica utilizada se aprimora sempre e é por meio deles que adquirimos conhecimento para ser aplicado na nossa terra. O homem do campo muitas vezes pára porque é um trabalho difícil, mas se tiver  apoio ele vai  longe com sua produção”, ressaltou Ribamar sobre o apoio que recebe da Agência e do governo e beneficiado pelos programas PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar).

O incentivo da Agerp é importante na vida dos agricultores de Panaquatira. O bom desempenho das culturas trouxe diversos benefícios à vida do casal que abandonou a casa de taipa e hoje estão morando em uma de alvenaria que ainda está em construção e possuem duas motocicletas.

“Depois que começamos a trabalhar com agricultura nossa vida mudou completamente, estamos cem por cento melhor hoje, se comparado à vida que tínhamos antes”, disse o agricultor, que passou por diversas profissões, como pedreiro, mas nenhum dos trabalhos deu certo até se firmar na agricultura e retomou  recentemente aos estudos com o projeto de Educação para Jovens e Adultos (EJA).

O estímulo na vida do casal foi além de continuar com suas plantações, está na formação profissional. Luciene, de 41 anos, buscou capacitações para aplicar no dia-a-dia do seu trabalho, como o curso de Hortifruti, realizado na Escolinha da Associação de Pequenos Produtores Rurais de Panaquatira. A agricultora pretende realizar seu sonho de cursar a faculdade de Pedagogia e assim, ministrar aulas.

“Dava aulas particulares na comunidade e é meu sonho obter minha formação. Nossos filhos, graças a Deus, concluíram os estudos e a Sara Raquel estuda Webdesigner. Ficamos felizes que ela esteja buscando uma profissionalização.”

Fonte: Ascom Agerp

Agerp lança nos próximos dias Chamada Pública para merenda escolar em Timon

organicos0203Equipe de técnicos da Agerp, por meio  do Escritório Regional de Timon realizará, no  próximo dia 14, na Casa de Governo,  com agricultores familiares locais, para discutirem assuntos referentes à comercialização de produtos da agricultura familiar na merenda  escolar das escolas da rede estadual de ensino. Em Matões e Parnarama as reuniões serão realizadas até o final deste mês.

A informação é do gestor da Agerp em Timon, Alberto Lima. Segundo ele, as propostas deverão ser entregues nas escolas cadastradas nas Chamadas. Os produtos  usados na merenda escolar são: abóbora, alface, banana, batata doce, cebola, cheiro verde, couve, farinha de mandioca, laranja, mamão papaia ou formosa, maxixe, melancia, melão, pimenta de cheiro, pimentão, polpa de fruta, quiabo e vinagreira. O valor total da Chamada Pública é de cerca de  98 mil. Cada agricultor pode vender até 20 mil ao ano.

Para participar desta Chamada Pública, os grupos informais de agricultores familiares deverão entregar à Unidade Executora Caixa Escolar, os seguintes documentos: Prova de inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF), Cópia da DAP principal ou extrato da DAP de cada agricultor familiar participante emitido nos últimos trinta dias, projeto de venda de gêneros alimentícios da agricultura familiar para alimentação escolar elaborado conjuntamente entre o grupo informal e a entidade articuladora e assinado por todos os agricultores familiares participantes, prova de atendimento de requisitos previstos em lei especial, quando for o caso e finalmente,  a declaração de que os gêneros alimentícios a serem entregues são oriundos de produção própria, relacionadas no projeto de venda.

Já os grupos formais da agricultura familiar e de empreendedores familiares rurais constituídos em cooperativas e associações, os documentos essenciais são: prova de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ),  cópia da Declaração de Aptidão ao PRONAF – DAP Jurídica para associações e cooperativas participantes, emitido nos últimos trinta dias, cópias das certidões negativas junto ao INSS, FGTS, Receita Federal e Dívida Ativa da União e  cópias do estatuto e ata de posse da atual diretoria da entidade registrada na Junta Comercial, no caso de cooperativas, ou Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, no caso de associações.

No caso de empreendimentos familiares, deverá ser apresentada cópia do Contrato Social, registrado em Cartório de Registro Civil de Pessoa Jurídica, declaração de que os gêneros alimentícios a serem entregues, são produzidos pelos associados relacionados no projeto de venda,  prova de atendimento de requisitos previstos em lei especial, quando for o caso. Na ausência ou irregularidade de qualquer desses documentos, fica facultado à abertura de prazo para regularização da documentação.

 

Fonte: Blog do Eliézio Silva

 

Convênios com Embrapa permitirão implantação de laboratórios em geoprocessamento e agroclimática

ma4A Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp) firmou recentemente, dois convênios com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para criação de um núcleo de pesquisa em geoprocessamento e pesquisa agroclimática.

O objetivo do primeiro contrato visa implementar um banco de dados contendo todos os dados geoespaciais e geoestatísticos estadual e regional para facilitar a pesquisa agropecuária, auxiliar a Assistência Técnica Rural  (ATER) e a agricultura familiar.

“Vamos montar um núcleo que trabalhe com geoprocessamento para qualificar os estudos das unidades familiares de produção. No momento em que você trabalha de forma espacial, com mapas e dados, consegue-se obter um melhor planejamento das áreas que a Agência tem que atuar”, destaca o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Agerp, Wellington Matos.

O laboratório de pesquisa permitirá o conhecimento das reais condições agroambientais, servindo de subsídios no equacionamento de metodologias apropriadas e propiciar tomadas de decisões no campo da gestão agroambiental do território, região e unidade familiar de produção.

“Outro subproduto desse projeto será a implementação de toda uma metodologia em Sistemas de Informação Geográfica (SIG) para determinar os riscos de perdas nas atividades produtivas presentes no estado”, disse Matos sobre os benefícios do sistema para a agricultura e como esse serviço qualificará a Ater no Maranhão.

Pesquisa Agroclimática

Além do trabalho em geoprocessamento, a Agerp implantará ainda este ano o laboratório de pesquisa agroclimática em parceria com o Núcleo Geoambiental da Universidade Estadual do Maranhão (Nugeo/UEMA).  Ele compreende a montagem de uma estação meteorológica com o intuito de qualificar os estudos das unidades familiares observando os fatores climáticos que interferem no desenvolvimento da agricultura.

“A estação meteorológica é um tipo de inovação tecnológica que visa utilizar instrumentos digitais e de informação para o desenvolvimento da Ater que identificará o melhor período de plantio e observar períodos de estiagem para que o agricultor não tenha prejuízos de produção”, ressalta o diretor de Pesquisa acerca da realização das pesquisas agroclimáticas em parceria com a Uema que viabilizará melhor planejamento e ações nas unidades agrícolas atendidas pela Agerp.

Fonte: Ascom Agerp