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Terra Legal entrega quatro títulos urbanos para Itinga do Maranhão

O Programa Terra Legal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), realizou a doação de quatro núcleos urbanos no município de Itinga do Maranhão (MA), nesta quinta-feira (29). A iniciativa passa a gestão das terras da Vila Água Fria, Vila Vitória, Vila Bandeirante e do povoado Paulistão, que anteriormente era da União, para o município. A ação totaliza o repasse de 28 hectares.

Com a posse definitiva das terras o MDA garante condições para o desenvolvimento da região. Dessa forma, moradores, comerciantes, empresários têm condições de acessar políticas de crédito e a prefeitura pode receber investimentos dos governos Federal e estadual, além de atuar da regularização urbana.

Para Sérgio Lopes, secretário de Regularização Fundiária na Amazônia Legal (Serfal/MDA), a titulação urbana é fundamental para modernização da gestão fundiária na região. “A doação destas áreas faz parte do compromisso do Governo Federal e da presidenta Dilma Rousseff em garantir que todas as sedes municipais, distritos e vilas, que estejam em terras da União, sejam identificados, medidos e titulados. Assim cumprimos nosso papel de garantir a correta destinação das terras federais na Amazônia Legal”, avalia o secretário, ao pontuar que com regularização urbana e a ampliação da gestão sobre a malha fundiária são criadas condições para o desenvolvimento sustentável dos municípios, facilitando o acesso a outras políticas públicas para o fortalecimento da economia local.

A prefeita de Itinga, Luzivete Botelho, atentou que a regularização fundiária era um anseio da comunidade. “Ficamos contentes com a entrega destes títulos. Essa é uma luta permanente, para garantir mais qualidade de vida, bem como que as políticas cheguem até a ponta onde elas são mais necessárias.” Na avaliação da gestora municipal, a regularização fundiária vai impulsionar o desenvolvimento das localidades, além de facilitar a chegada de investimentos em infraestrutura.

Programa Terra Legal Amazônia

Criado em 2009 e coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Programa Terra Legal Amazônia tem como meta resolver os problemas de regularização fundiária na Amazônia Legal. Seu objetivo é a regulamentação de terrenos ocupados por posseiros em terras públicas federais chamadas de “não destinadas”. Incluem-se nessa classificação: aquelas que não sejam consideradas reservas indígenas, unidades de conservação, marinha, locais reservados à administração militar e florestas públicas.

Produtores de agricultura familiar e comunidades locais têm prioridade no atendimento do Terra Legal. Os benefícios do Programa são diversos, com destaque para a redução do desmatamento e o aumento da produtividade de agricultores familiares. Ao receber o título de posse do terreno, o dono se compromete a cumprir os requisitos legais como a manutenção da área de preservação permanente ou a reflorestar a área desmatada.

O Terra Legal também doa para os municípios áreas urbanas localizadas em terras da União. Esta ação envolve, além do MDA, o Ministério das Cidades (MCidades) e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), do Ministério do Planejamento, assegurando aos municípios a posse definitiva das terras e condições para o desenvolvimento da região.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)

Agerp participa da 15ª Exposertão em São João dos Patos

20140522_183319 (1)A Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp) participou entre os dias 22 a 25 de maio, da 15ª Exposertão, no Parque de Exposição Antônio Reinaldo Porto, em São João dos Patos.

A Agerp fez-se presente na abertura com a diretora de assistência Técnica e Extensão Rural, Thelma Aragão, representando o presidente da instituição, Jorge Fortes. A diretora participou ainda de uma reunião com os técnicos das regionais presentes no evento, entregando a programação de trabalhos a serem desenvolvidos ao longo de 2014, que prevê cursos e palestras para agricultores.

Técnicos da regional de São João dos Patos, o gestor regional de Pinheiro, Marcelo Henrique e a coordenadora de Gestão da Informação Rural, Ângela Santos estiveram presentes na edição, participando das atividades no stand da Agerp. Durante os quatro dias de evento, a Exposertão recebeu mais de 25 mil pessoas que participaram da programação, de palestras à visitação de stands e shows.

Para o gestor da regional de São João dos Patos, Ivo Marques, a 15ª edição superou as edições anteriores em termos de vendas, negócios e público.

“Mais de mil pessoas passaram pelo stand da Agerp e pudemos distribuir informações aos agricultores e a outros convidados a respeito do trabalho que a Agência desenvolve no Maranhão, além de repassar as informações distribuímos sementes de feijão aos produtores rurais”, disse o gestor destacando que diversas autoridades da região visitaram o stand e parabenizaram o trabalho da instituição. Foram distribuídos folders e cartilhas gratuitamente e apresentação institucional em vídeo da Agerp.20140523_094234

A Exposertão além de oferecer a chance de instituições apresentarem seus trabalhos, é um local para disseminar conhecimento. Na oportunidade, o assistente técnico da regional de São João dos Patos, Igor Marques, trouxe a 30 agricultores uma palestra do Agroamigo, maior programa de Microfinança Rural do Banco do Nordeste,  (BNB), em que discutiu-se sobre crédito rural.

Oportunidade

Além disso, a Feira é considerada o maior evento de agropecuária do médio sertão maranhense, oferecendo oportunidade para o desenvolvimento do agronegócio no Maranhão e de integração da sociedade. Leilões, exposições de implementos agrícolas e de veículos, venda de máquinas agrícolas, curso sobre melhoramento genético bovino, atrações culturais, com shows musicais, e tradicional torneio leiteiro e a eleição da Miss Exposertão 2014.

A exposição é um momento de movimentar a economia local e negociação. A venda de tratores e implementos agrícolas girou em torno de três milhões de reais, já a de bovinos de leite, reprodutores, caprinos e ovinos movimentou 700 mil reais.

A Exposertão é uma iniciativa da Prefeitura de São João dos Patos por meio de sua Secretaria Municipal de Agricultura e conta com a parceria do Governo Estadual, por meio desta Agência, da  Aged, (Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão) e de outras instituições.

Fonte: Ascom Agerp

Agerp capacita técnicos para atuarem no PBSM nas regiões Baixo Parnaíba e Campos e Lagos

DSC00633A Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão, por meio de sua Coordenadoria de Formação e Capacitação, realizou esta semana, a segunda fase do curso de Orientação aos técnicos que atuarão na segunda etapa do Programa Brasil Sem Miséria (PBSM), dos territórios Campos e Lagos e Baixos Parnaíba.

O evento foi realizado  na cidade de Morros e teve sua programação dividida em dois momentos. Destaque para fundamentação teórica onde foram  debatidos temas referentes ao processo de intervenção dos técnicos no PBSM, subsidiando-os nas suas atividades nesses territórios.

Os temas abordados foram ministrados por profissionais da Agerp e pelo engenheiro agrônomo e consultor em projetos de Desenvolvimento Rural, Sérgio Biron Burgarott, que também ministrou orientações para o uso do  Sistema de Operacionalização e Acompanhamento (Sistema Siga Livre), ferramenta que permite o registro das atividades no campo, que será  aplicada pelos  técnicos da Agerp.

Nessa nova fase que inicia-se  ainda este semestre,   serão atendidas  por técnicos qualificados, 4.700 famílias, todas localizadas nos municípios de São Bento, São João Batista, São Vicente de Férrer, Palmeirândia, Olinda Nova do Maranhão, Pedro do Rosário – (Campo e Lagos) e ainda: Magalhães de Almeida, Santana do Maranhão, Milagres, Tutóia, Araioses e Urbano Santos – (Baixo Parnaíba).

Plano Brasil Sem Miséria

Lançada em junho de 2011, pelo governo federal, a ação tem o objetivo de superar a extrema pobreza no País até o fim de 2014. O PBSM tem três eixos de atuação: garantia de renda, por meio da inclusão das famílias em extrema pobreza nas políticas de transferência de renda; inclusão produtiva rural e urbana, com ações que buscam ampliar as oportunidades de ocupação e renda; e acesso a serviços públicos, especialmente saúde, educação e assistência social.

Por meio do PBSM, a Agerp atenderá, até 2015, 9.500 famílias de agricultores nas regiões do Baixo Parnaíba e Campos e Lagos.  A assistência técnica prestada tem o objetivo de realizar a inclusão produtiva de modo a promover a segurança alimentar e nutricional, além da geração de renda, levando essas famílias a saírem da extrema pobreza.

DSC00559De acordo com a diretora de Assistência Técnica e Extensão Rural da Agerp, Thelma Aragão, a capacitação dos técnicos é fundamental para que os mesmos possam atuar com eficiência junto a essas famílias e os objetivos do programa sejam atingidos.

“O treinamento com os técnicos tem a função primordial de bem atender ao público da Agerp com informações pertinentes quanto ao acesso às políticas públicas e  novas tecnologias  que ampliará a visão do agricultor familiar”, disse Thelma.

O evento contou também com a presença do diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Agerp, Wellington Matos, do coordenador de Assistência Técnica e Extensão Rural, Josenildo Cardoso, da coordenadora de Formação e Capacitação, Érika Ricci, além das coordenadoras das Chamadas em Campos e Lagos e Baixo Parnaíba, Andrea Salles e Leida Souza, respectivamente.

O consultor convidado para o evento, Sérgio Biron Burgarott, ressaltou a  importância da iniciativa da Agerp em participar das Chamadas Públicas.  Ele vê como um novo desafio, uma chance de trabalhar com um público mais diferenciado do que já vem trabalhando e poder ver, assim, esse mesmo público mudar sua perspectiva de vida.

“Os técnicos vão colocar em prática uma forma diferenciada de trabalhar com os agricultores familiares. São estes profissionais que vão construir com esse público, novos conhecimentos para um investimento em melhor qualidade de vida. Por isso, a importância de apresentar o conjunto de políticas públicas e sociais”, destacou o  consultor.

Na opinião da assistente social, Liss Prazeres, integrante da equipe da Chamada Pública Campos e Lagos, o treinamento foi excelente.  Segundo ela, nele foram acentuados diversos temas relativos às políticas públicas voltadas para famílias  em situação de vulnerabilidade pessoal e social.

“Foram dias exitosos. Depois do treinamento, me sinto mais segura para atender a uma parcela da população que carece das minhas orientações”, afirmou a técnica, destacando as informações por ela obtidas no período.

Texto e Fotos: Leocândida Rocha

Agerp participa da 15ª Exposertão

A Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp) participa entre os dias 22 a 25 de maio, da 15ª Exposertão, no Parque de Exposição Antônio Reinaldo Porto, em São João dos Patos.

Segundo o gestor da regional de São João dos Patos, Ivo Marques Bezerra, a Agerp estará com um stand em que serão apresentados os produtos da agricultura familiar da região, como milho, mandioca, banana, feijão, manga e outras culturas. O stand conta ainda com distribuição de informações por meio de folders e a apresentação de vídeo institucional a respeito dos trabalhos que a Agência desenvolve no estado. O stand estará aberto para visitação das 15h às 00h nos quatro dias.

“O evento é um momento oportuno para divulgar e expor os trabalhos que a Agerp desenvolve, não só a Agência, mas os mais diversos órgãos que estão ligados à área de pesquisa agropecuária e agronegócio e industrial”, destacou Ivo.

Estarão presentes no evento, a diretora de assistência Técnica e Extensão Rural da Agerp, Thelma Aragão, que fará a abertura oficial nesta quinta-feira (22); o gestor da Regional de Pinheiro, Marcelo Henrique Martins; e a coordenadora de Gestão da Informação Rural, Ângela Santos; além destes, a Exposição receberá autoridades governamentais, locais e regionais, criadores, empresários do ramo e agricultores familiares e população geral.

Durante os quatro dias da Exposertão haverá reunião do Agroamigo com os agricultores familiares do Pronaf Grupo B  pautada sobre o crédito rural; contará ainda com o tradicional torneio leiteiro, exposições de implementos agrícolas  e veículos, venda de máquinas agrícolas, atrações culturais, com shows musicais, leilão e curso sobre melhoramento genético bovino, além de palestras do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Maranhão (SENAR-MA).

 

Roseana sanciona lei que vai impulsionar o setor agroindustrial maranhense

Foto 1 - Roseana sanciona lei regularização de agroindústrias foto Handson Chagas - I

A regularização de agroindústrias artesanais maranhenses ficou mais fácil com a sanção da Lei de Produtos Artesanais, assinada nesta segunda-feira (19) pela governadora Roseana Sarney. A lei beneficia os estabelecimentos agroindustriais ou sob gestão individual ou coletiva de agricultor familiar, com área útil construída não superior a 250m2, que produza,
beneficie, prepare, transforme, manipule, fracione, receba, embale, reembale, acondicione, conserve, armazene, transporte ou exponha à venda produtos de origem vegetal e animal, para fins de comercialização.

“A Lei que sanciono hoje muda completamente a economia no setor da agroindústria em nosso estado. Milhares de produtores, que não tinham como sair da informalidade, a partir de agora poderão regularizar a sua atividade e participar de forma mais eficiente do processo produtivo”, disse a governadora Roseana Sarney.

“Essa é uma medida que faz com que a agroindústria familiar de pequeno porte aumente ainda mais a produção e a qualidade dos produtos de origem animal, vegetal ou mista e isto representa também mais geração de emprego e renda”, completou a governadora.

O evento, realizado na área externa do Palácio dos Leões, contou com a participação de deputados estaduais, entre eles o presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo; do deputado federal Gastão Vieira; secretários de Estado Cláudio Azevedo (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Mauricio Macedo (Indústria e Comércio), Anna Graziella Costa (Casa Civil), Jura Filho (Turismo), Carla Georgina (Comunicação Social), Olga Simão (Cultura) e Márcio Coutinho (Assuntos Políticos); além do presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), Fernando Lima; presidente da Federação das Indústrias do Maranhão, Edilson Baldez; e produtores rurais.

A governadora destacou que a agroindústria tornou-se um dos setores mais importantes da economia do Maranhão e do país. “Produzimos 1,3 milhão de leite por dia. Quase metade dessa produção está em municípios como Açailândia, Imperatriz, Bom Jesus das Selvas, São Francisco do Brejão e Senador La Rocque. Tenho certeza que, com esta nova lei da agroindústria familiar, aumentaremos a produção de leite e fortaleceremos as unidades industriais que compõem sua cadeia produtiva, incentivando a produção de queijo, iogurte, linguiça, farinha e manteiga”, disse a governadora.

A medida permitirá que a Aged tenha maior flexibilização para regularizar agroindústrias maranhenses. “A sanção desta lei era um sonho de todos os produtores rurais do Maranhão. Produtores que vinham sofrendo ao longo dos anos dificuldades de comercializar seus produtos no mercado. Com a aprovação da lei na Assembleia e a sanção pela governadora, esse produtores poderão, a partir de agora, colocar seus produtos no supermercado”, detalhou o secretário Claudio Azevedo.

Após a sanção da lei, a Aged tem prazo de 180 dias para regulamentá-la.  O presidente da Agência, Fernando Lima, disse que no máximo em 30 dias o órgão já terá as regras que servirão para o registro desses estabelecimentos. “Haverá maior flexibilidade em termo de instalações e equipamentos. Agora, evidentemente, que a Aged não vai deixar de mão o controle do produto que vai ser fornecido”, disse.

O secretário Mauricio Macedo disse que a lei sancionada pela governadora nesta segunda-feira (19) vem somar com o programa Made In Maranhão uma vez que vai garantir uma inserção de produtos de forma mais facilitada no mercado. “A medida vai de encontro a uma política de desenvolvimento das micro e pequenas empresas maranhenses”, observou.

Foto 7 Roseana sanciona lei regularização de agroindústrias foto Handson ChagasMade in Maranhão

Durante a solenidade também foi realizada a I Mostra do Programa Made In Maranhão, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Sedinc), que tem como principal objetivo a inserção competitiva das empresas maranhenses nos mercados interno e externo, por meio da inovação tecnológica, da produtividade e da qualidade.

Na mostra, produtores rurais de várias regiões do estado expuseram seus produtos. A governadora Roseana Sarney conversou com os expositores e fez a degustação de sorvetes, mousse, sucos, queijos e mel que foram levados pelos produtores para o evento.

Lançado em novembro do ano passado, o Made in Maranhão conta atualmente com 56 empresas que aderiram ao programa. A meta anual é alcançar 150 empresas.

Para o presidente da Fiema, Edilson Baldez, a sanção da lei, que visa desburocratizar a regularização da agroindústria, possibilitará um equilibro na balança comercial maranhense, que ao invés de importar mais para consumir, vai consumir os produtos produzidos no estado e exportar o excedente. “Antes desta lei, a legislação que amparava os pequenos era a mesma para os grandes. Nós precisamos facilitar a vida do pequeno produtor para que ele possa produzir o que consumimos aqui”, destacou.

O proprietário da empresa Polpa de Frutas Sufruts, Hamirton Almeida, ressaltou que a medida da governadora abre para eles um novo mercado, a exemplo das grandes redes de supermercados onde até então não podiam comercializar seus produtos. “Com isso, é mais renda e emprego para o povo maranhense”, disse Hamirton Almeida.

Governo declara estado de emergência contra lagarta em áreas do MA

agricultura_pragas_helicoverpa_mt (Foto: Wanderlei Dias Guerra/Ministério da Agricultura)

O Ministério da Agricultura publicou nesta sexta-feira (16/5) portaria no Diário Oficial da União na qual resolve declarar estado de emergência fitossanitária relativo ao risco de surto da lagarta Helicoverpa armigera nas mesorregiões leste e sul do Estado do Maranhão. A praga provocou prejuízo bilionário aos agricultores, principalmente de soja, na safra passada 2012/2013.

O estado de emergência, que tem duração de um ano, possibilitará aos produtores maranhenses importar e usar defensivos agrícolas à base do princípio ativo benzoato de emamectina, ainda não registrados no Brasil, desde que sigam regras determinadas pelo governo, conforme portaria do dia 15 de janeiro deste ano. Eles devem adotar medidas para o manejo integrado da lagarta, como vazio sanitário, áreas de refúgio e destruição de restos das lavouras.

 

Foto: Wanderlei Dias Guerra/Ministério da Agricultura

Fonte: Estadão Conteúdo

Agerp, Embrapa e parceiros discutem políticas para implantação de biofortificados no Estado

jacobCom o objetivo de difundir as estratégias de transferência de tecnologias do projeto de biofortificação de alimentos (BioFort) no Estado, a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, (Embrapa Meio-Norte), Companhia do Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paraíba, (Codevasf) e a  Companhia Nacional de Abastecimento, (Conab), realizaram esta semana, reunião, na sede desta Agência,  com  seus representantes .

Estiveram presentes no encontro, equipe da Agerp, formada pelo diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Agerp, Wellington Matos, pesquisadores e técnicos. Da Embrapa, participaram  o Analista de Transferência de Tecnologia, Marcos Jacob; pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos; José Luís Viana, pesquisador da Embrapa Cocais; José Mário Frazão e Thiago Bousi e  finalmente, o articulador do projeto, Pacelli Rodrigues de Sousa. Da Conab, participou Humberto Menezes e da Codevasf, Emanoel Florêncio.

Segundo explicou o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Agerp, Wellington Matos,  enquanto apresentava o  projeto, o BioFort visa diminuir a desnutrição e garantir segurança alimentar na dieta da população carente do estado através do aumento de nutrientes.

Matos falou que a  biofortificação consiste em um processo de cruzamento de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritiva com o aumento dos teores de ferro, zinco e vitamina A na dieta da população mais carente. O processo também é conhecido como melhoramento genético convencional.

Ainda segundo Matos, o projeto conta com o apoio dos programas HarvestPlus e AgroSalud. Estes são consórcios de pesquisa que atuam na América Latina, África e Ásia com recursos financeiros da Fundação Bill e Melinda Gates, Banco Mundial e agências internacionais de desenvolvimento.

“O projeto possibilita o acesso efetivo dos agricultores às variedades biofortificadas, que além do consumo interno dos produtores, esses alimentos podem ser encaminhados para creches, hospitais, escolas e asilos, públicos que carecem mais de alimentos biofortificados”, disse Matos durante a sua apresentação.

IDH

Por ser o Maranhão um dos estados nordestinos que apresenta menor Índice de Desenvolvimento Humano, (IDH), e em consequência disso, carência nutricional elevada – a Embrapa priorizou o recebimento de sementes, ramas e mudas de produtos como, arroz, feijão-caupi e batata-doce a agricultores rurais. O projeto está implantado em alguns municípios do estado, Itapecuru/Presidente Vargas, Codó/Peritoró e Viana e estão previstos mais quatorze cidades para instalação.

Essas áreas, segundo os pesquisadores, são o cenário da pesquisa. A partir delas, é que é propagado todo o conhecimento para jovens de escolas familiares e agricultores, que envolvem atualmente em torno de 200 famílias. A meta é que esse ano agrícola 2014/2015 alcance 1 mil produtores no estado.

Durante o encontro, o analista de transferência de tecnologias da Embrapa Meio-Norte, Marcos Jacob, apresentou o andamento e as experiências do projeto no estado do Piauí, outra área prioritária, para que seja usado como direcionador no projeto no Maranhão.

“O Maranhão tem todas as condições favoráveis para desenvolver o projeto. Tem uma população de pequenos produtores que está ávida por essa tecnologia para garantir uma alimentação de melhor qualidade e a expansão vai ser muito mais rápida do que no Piauí”, afirmou  Jacob, enquanto destacou a participação da Agerp no processo de implantação e difusão do projeto.

“A Agerp está dando um grande exemplo aos demais estados por estar encabeçando a expansão do BioFort  e buscar encaminhamento e parcerias”, disse ele.

Fonte: Ascom Agerp

Ministra do Meio Ambiente assina convênios para a agricultura familiar

meio ambienteAproveitando a comemoração do Ano Internacional da Agricultura Familiar, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou nesta quarta-feira (14) dez convênios para ações de educação ambiental a pequenos produtores rurais. Ao todo, serão beneficiadas 4.210 famílias de todas as regiões do país.

Segundo o ministério, serão investidos R$ 13 milhões para desenvolver projetos comunitários educativos para fortalecer a agricultura familiar, a agroecologia e a regularização ambiental das propriedades rurais. Cada convênio receberá de R$ 500 mil a R$ 750 mil.

Lançado em 2013, o edital recebeu 254 propostas. Desse total, somente 19 foram selecionadas pelo Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA). De acordo com a ministra Izabella Teixeira, a escolha levou em conta o processo de capacitação e a perspectiva de desenvolvimento sustentável proporcionada pelos projetos.

“Esses projetos são realmente os melhores. Eles asseguram todo um processo de capacitação e qualificação dos familiares em torno do cuidado com o meio ambiente, com os recursos hídricos e a recuperação de áreas degradadas, buscando aumentar a produtividade de alimentos e buscando também diminuir o uso de agrotóxicos, já que, infelizmente, o Brasil hoje é o campeão mundial dessa marca”, explicou a ministra.

Instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), o Ano Internacional da Agricultura Familiar tem como objetivo aumentar a visibilidade dos pequenos agricultores. Segundo a ONU, a produção em pequenas propriedades tem papel importante na erradicação da fome e pobreza no planeta.

Fonte: Agência Brasil

Em dez meses, agricultores familiares aplicaram valor igual ao de toda safra 2012/2013

Às vésperas da safra 2014/2015, o total aplicado pelos agricultores familiares brasileiros atinge R$ 18,6 bilhões, valor igual ao aplicado em toda a safra passada 2012/2013. Os financiamentos representam um recorde para o setor.

No período entre 1° de julho de 2013 e 30 de abril de 2014, foram mais de 1,6 milhão de contratos realizados. As mulheres foram responsáveis por mais de 445 mil contratos, com R$ 2,8 bilhões contratados.

“Próximo de atingir o total disponibilizado para a safra atual 2013/2014, que é de R$ 21 bilhões, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) tem apresentado valores crescentes a cada mês. Isso demonstra comportamento positivo de investimento dos agricultores familiares, o que nos leva uma boa expectativa para o próximo ano”, avalia o secretário da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Valter Bianchini.

Bianchini observa que os agricultores financiaram, em média, R$ 1,8 bilhão por mês na safra atual (2013/2014). Ele relaciona o volume de operações a vários fatores, entre eles, a adimplência dos agricultores familiares, os movimentos sociais, as ações dos agentes financeiros que operam o crédito rural, o comportamento dos preços dos  produtos e os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

Segundo o secretário, outro fator de expectativa de continuidade do crescimento do volume de crédito é o processo de renegociação de dívidas. A iniciativa colocará mais de um milhão de agricultores familiares e assentados da Reforma Agrária em adimplência, fazendo com que possam demandar novo crédito.

Investimento e custeio

Os agricultores aplicaram R$ 10,2 bilhões em investimento, enquanto R$ 8,4 bilhões foram para custeio no período até abril. Do total de contratos, um milhão foram para investimento e 574 mil para operações de custeio.

Produção agrícola e pecuária

Dos R$ 18,6 bilhões contratados, R$ 10,4 bilhões foram destinados à produção agrícola. O valor financiado para a atividade pecuária foi de R$ R$ 8,2 bilhões.

Os valores contratados foram fornecidos pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural (Diorf), Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop), do Banco Central, que gerencia o Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor).

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)

Nova sede da Agerp é inaugurada em Santa Rita

20140502_103331A Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp-MA),  expandiu mais uma vez os seus escritórios.  Desta vez os beneficiados com  a nova sede, foram os moradores do município de Santa Rita – localizado a cerca de 80 quilômetros de São Luís.

A abertura oficial da Agerp  em Santa Rita, ocorreu esta semana e contou com a presença do presidente – o engenheiro agrônomo -, Jorge Fortes, do gestor regional, Valter Costa,  do secretário de agricultura municipal, José Ribamar Silva Pires, representantes da Câmara Municipal,  técnicos agrícolas da regional de Rosário, agricultores familiares e convidados.

A filial da Agerp em Santa Rita é resultante da parceira com a prefeitura com vistas a fortalecer o trabalho de assistência técnica que já vem sendo desenvolvido na localidade por meio de projetos de piscicultura, horticultura, mandiocultura e criação de pequenos animais, que juntos beneficiam uma média de 250 famílias santaritenses.

Expansão

Além de atender os agricultores familiares com assistência técnica por meio destes empreendimentos, a equipe desta  Agência, juntamente com profissionais da prefeitura, preparam-se para expandir novos atendimentos, que vão desde a expedição de DAP’s (Declaração de Aptidão ao Pronaf), à implantação de novas UnIdades Familiares. É o que afirma o gestor regional  da Agerp em Rosário, Valter Costa.

“Os técnicos já acompanhavam os agricultores da região, mas faltava estrutura física”, disse ele, ao tempo que agradece à prefeitura pela cessão do espaço e pelo apoio dado ao órgão no atendimento às famílias de agricultores.

De acordo com Jorge Fortes, a iniciativa é importante tanto para o município de Santa Rita quanto para o estado. Segundo ele, a parceria com a prefeitura nesse processo é fundamental, porque fortalece a atividade e quem ganha com isso,  segundo ele, são os agricultores.

“A inauguração dessa Unidade implica diretamente na melhoria da qualidade de vida dos agricultores. Essa ação fortalece a atividade em Santa Rita, mas também no estado, trazendo, portanto, para o setor, políticas públicas essenciais para o desenvolvimento da região”, afirmou ele.

Na visão do secretário, Ribamar Pires, a passagem do presidente da Agerp no município, assim como a implantação de um ambiente específico para o atendimento aos agricultores familiares é essencial para que projetos se consolidem e haja fortalecimento da produção no município.

“Vejo com esta iniciativa, a abertura  de um novo caminho para o desenvolvimento da agricultura no município”, disse o secretário, atentando para o fato de que, com o escritório  e a parceria da Agerp, as atividades na agricultura se tornarão mais fortes e mais evidentes.

Texto: Leocândida Rocha