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Agricultores do Médio Sertão conhecem os alimentos biofortificados na Agritec Grajaú

Gestoras da Agerp visitam stand da agricultora Antonia Lucia na Agritec

Gestoras da Agerp visitam stand da agricultora Antonia Lucia na Agritec

Durante a Feira da Agricultura Familiar e Agrotecnologia do Maranhão (Agritec), realizada de 23 a 25 de junho, no município de Grajaú, o Sistema da Agricultura Familiar (SAF, Agerp e Iterma) levou para a Agritec demonstrações dos alimentos biofortificados, desenvolvidos em parceria entre o Governo do Estado e Embrapa Meio Norte.

Os alimentos biofortificados contêm altos teores de nutrientes nas suas raízes, como ferro, zinco e vitamina A, nutrientes esses que a população maranhense mais carece.

A agricultora familiar de Alto Alegre do Maranhão, Antônia Lucia Carvalho, contou a experiência que está tendo com a produção de batata doce biofortificada e participando pela quinta vez de uma Agritec. A agricultora levou para comercializar na Feira produtos que ela mesma produz em sua propriedade no município, como doces de batata doce com amendoim, com castanha do Pará e caju.

“Conheci os biofortificados no Dia de Campo de Codó e me interessei em experimentar. Por ser um produto novo tinha dificuldade em vender e comecei a fazer produtos derivados, como caldos, doces e até escondidinho de batata biofortificada. A ideia de criar a Agritec abriu espaço para os pequenos agricultores que têm um espaço de divulgação dos seus produtos,” disse a agricultora Antônia Lucia.

No Maranhão, os alimentos biofortificados estão em fase de expansão nos municípios de Alto alegre, Codó, Caxias, Peritoró, Coroatá e outros, sendo Codó o que possui maior número de produção.

Para o  secretário de Estado da Agricultura Familiar (SAF), Adelmo Soares a parceria do Governo do Estado com a Embrapa Meio Norte é fundamental para gerar tecnologia.

“O Sistema SAF está desenvolvendo os alimentos biofortificados como uma política pública no estado, que irá melhorar a produção, renda do produtor e dar a ele segurança alimentar”, destacou Adelmo Sores, secretário da SAF.

Segundo dados da pesquisa Suplemento de Segurança Alimentar, do Pnad – 2013, o Maranhão ocupa o primeiro lugar no ranking da insegurança alimentar registrando 23,7%, um número preocupante colocando o estado em uma das situações mais críticas do país.

De acordo com o presidente da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), Júlio César Mendonça, a atuação do Governo do Estado em trabalhar com estes alimentos é justamente para combater a insegurança alimentar.

“Esses alimentos são importantes para combatermos a desnutrição e a insegurança alimentar, principalmente no meio rural. E a meta do Governo do Estado é alcançar essas famílias que vivem em vulnerabilidade alimentar com a ampliação da produção dos biofortificados, ” ressaltou o presidente Júlio César Mendonça.

Coordenador da Agerp apresenta feijão-caupi a agricultores de Grajaú

Coordenador da Agerp apresenta feijão-caupi a agricultores de Grajaú

O doutor em Transferência de Tecnologia da Embrapa Meio Norte, Marcos Jacob, pontuou a realização da Agritec como estratégica para os produtores e população em geral conhecerem este produto.

“Em Grajaú ainda não tem este alimento sendo produzido, mas estamos dialogando com os parceiros para implantarmos uma unidade de produção em escolas familiares agrícolas,” informou o doutor da Embrapa, Marcos Jacob.

Além da batata doce biofortificada, foram apresentadas na Agritec Grajaú, feijão-caupi Aracê, macaxeira jari e milho biofortificado.

Feijão-caupi biofortificado é apresentado na Agritec

Na vitrine tecnológica de feijão-caupi, o coordenador de Pesquisa Agropecuária da Agerp, Ronald Lazo, realizou a demonstração dos diferentes tipos de feijão com inoculação de sementes. Os agricultores de Grajaú se interessaram em conhecer esse tipo de feijão que até então desconheciam.

Conforme Lazo, a inoculação do feijão no Maranhão tem poucos anos de experiência e a Agerp iniciou em 2015 o trabalho com esta tecnologia.

“Aqui em Grajaú trouxemos três cultivares de feijão: o Guariba , o Gurgueia e o Aracê (biofotitifacdo). Mostramos a tecnologia de inoculação e a tecnologia de fertilização convencional de feijão, da maneira que o agricultor planta sem fertilização química, somente com uso da água,” explica o coordenador da Agerp, Ronald Lazo.

O inoculante do feijão-caupi é uma bactéria benéfica para criação de nódulos nas raízes das plantas, que promove a fixação biológica de nitrogênio. O feijão-caupi inoculado é um incremento não só para a agricultura familiar, mas um ganho para o meio ambiente. A utilização do inoculante dispensa fertilizantes o que garante recuperação e preservação de solos e reduz custos de produção sem causar danos ambientais.

“Os agricultores puderam perceber a diferença das sementes inoculadas, que possuem uma coloração mais forte, mais verde e com teor de clorofila maior. Já o feijão-caupi Aracê (biofortificado) possui concentração maior de minerais e vitaminas elevadas excelentes para combater a insegurança aliementar,” completou Lazo.

 

Fonte: Agerp   Texto: Samara Andrade

30/06/2016

Governo capacita agricultores familiares para implementação do CAR na região Centro Sul do Maranhão

Abertura do curso sobre o Cadastro Ambiental Rural durante a Agritec. Foto: Divulgação

Mais de 150 trabalhadores familiares rurais do Maranhão já foram capacitados para o preenchimento do Cadastro Ambiental Rural – CAR, durante a realização das Feiras de Agricultura Familiar e Agrotecnológicas – Agritec, promovidas pelo Governo do Estado, por meio do Sistema SAF – Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF), Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp) e Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma).

Na Agritec de Grajaú, última realizada pelo Governo e parceiros, os técnicos Wallisson Câmara (Iterma) e David Gonçalves (Agerp), ministraram mais um curso sobre o CAR. O evento foi aberto pela presidente do Iterma, Margareth Mendes, que enfatizou o esforço do governo estadual, por meio da SAF, para que o agricultor possa compreender a legislação do CAR e entender, na prática, como cadastrar corretamente um imóvel rural, seja para fazer o cadastro do seu próprio imóvel ou para auxiliar outras pessoas a fazê-lo.

Segundo Wallisson Câmara, 128 assentamentos estaduais já estão com o cadastro concluído beneficiando cerca de 9.100 famílias. “Neste ano já foram realizadas quatro capacitações envolvendo técnicos do Plano ‘Mais IDH’, movimentos sociais e das prefeituras municipais que se tornaram multiplicadores”, afirmou.

De acordo com David Gonçalves, em todas as capacitações os participantes têm orientações completas de como preencher o cadastro, inclusive com simulações desse preenchimento.

Para a coordenadora Luciana Coutinho (Agerp), os conteúdos proporcionam uma visão ampla dos aspectos legais e apresentam um passo a passo do processo de cadastramento. “O curso foi pensado para ser acessível e didático. O nosso objetivo é que as palestras forneçam as informações necessárias para realizar todo processo de cadastramento e também despertem o interesse dos participantes”, diz Luciana.

O curso teve participação expressiva de agricultores, como a do Pedro Gomes Ribeiro, residente no povoado Macaúba – Grajaú, que ao término do curso demonstrava satisfação pelos conhecimentos e informações recebidas. “Agora vou fazer o meu CAR, pois não tinha noção de como resolver essa obrigação”, disse.

Criado pela Lei 12.651/12, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais, formando base de dados estratégica para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas e demais formas de vegetação nativa do Brasil, bem como para planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais.

Participaram, também, da abertura do treinamento o diretor de Assentamento e Desenvolvimento Rural do Iterma, Pedro Pascoal e os técnicos Luis Carlos Durans e Korina Correa.

 Fonte:  |   Data: 30/06/2016

Agerp promove visita à Escola Familiar Agrícola em Sucupira do Norte

O Sistema SAF, por meio da equipe de Pesquisa da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp), visitou no último domingo (26), a Escola Familiar Agrícola de Sucupira do Norte. Cerca de 50 alunos discutiram sobre educação no campo e formação na área de pesquisa, assistência técnica e extensão rural.

A convite da direção da escola, na figura de Anne Maria Penegali, o diretor de pesquisa da Agep, José Malheiros, juntamente com a equipe técnica, ministrou palestras sobre sistema agroflorestal, irrigação e apresentou o programa Mais Produção aos jovens, enfatizando a cadeia produtiva de mel e a importância da criação de abelhas para a região.
José Malheiros pontuo sobre a carência de disciplinas especificas para o ciclo profissional dos alunos no campo e disse a partir de agora, de forma conjunta, vai propor a elaboração de projetos para dinamizar o ensino e a estrutura da instituição, com a participação efetiva dos técnicos da Agerp.

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Divulgação

“Vamos tentar minimizar esta deficiência e desenvolver algumas pesquisas em parceria, aproveitando os sistemas agroflorestais já implantados pelos alunos. Propondo ações em prol da melhoria do ensino rural no estado, contribuindo para a valorização da escola no campo”, disse o diretor.

A equipe técnica da Agerp conheceu também o setor produtivo desenvolvido na escola, incluindo as hortas , a criação de suínos, caprinos e um sistema de plantas medicinais.

 

Governo investe R$ 1 milhão para fortalecer a cadeia produtiva de abacaxi de Turiaçu

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Governo entrega caminhão e trator em Turiaçu

Conhecido pelo sabor adocicado e baixa acidez, o abacaxi produzido pelos agricultores familiares no município de Turiaçu, conta a partir de agora com apoio do Governo do Estado, por meio do Programa Mais Produção, desenvolvido pelo Sistema da Agricultura Familiar, que está investindo mais de R$ 1 milhão para fortalecer a cadeia produtiva de abacaxi.

Nesta segunda-feira, 27, no povoado Nova Correia, zona rural de Turiaçu, o Sistema da Agricultura Familiar deu início à concretização do sonho dos 200 agricultores produtores de abacaxi ‘turiaçu’ com a entrega de equipamentos agrícolas, como trator com implementos e caminhão refrigerado que serão utilizados para melhorar a colheita e escoar a produção.

Maria Dolores, agricultora e representante da Associação dos Pequenos Produtores do Banta, conta emocionada, que os produtores tinham dificuldades em transportar o fruto devido à falta de equipamentos e que agora, vê o sonho de tantos anos se tornando realidade.

“Acredito que isto aqui é só o começo. A gente sempre sonhou em ter um trator e ter um caminhão para escoar o abacaxi, que fazíamos sempre utilizando lombo dos jumentos e burros. E, agora, com muita fé, teremos condições de produzir mais com o apoio do Governo Flávio Dino. Estou felicíssima com o que está acontecendo em nosso município e tenho certeza que virão mais investimentos para cá,” disse entusiasmada a agricultora Maria Dolores.

Para o secretário de Estado da Agricultura Familiar, Adelmo Soares, o Governo está incrementando a abacaxicultura de Turiaçu na ordem de R$ 1 milhão que envolve a aquisição de trator, caminhão, fomento para 50 famílias, realização de capacitações sobre a cadeia produtiva, contratação de assistência técnica e outros investimentos.

“O abacaxi de Turiaçu é um dos melhores produzidos tanto no Maranhão, quanto no país, e o governador Flávio Dino, sensível ao desenvolvimento do estado pela produção de alimentos, está dando condições para fortalecer a cadeia produtiva de Turiaçu e fazer do Maranhão uma vitrine da cultura do abacaxi, ” destacou o secretário Adelmo Soares.

De acordo com o presidente da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), Júlio César Mendonça, o investimento na cadeia produtiva de abacaxi Turiaçu marca uma nova vida para os agricultores que terão assistência técnica.

“Dada a importância estratégica do abacaxi Turiaçu para o Maranhão, conhecido nacionalmente, o governador Flávio Dino determinou que o Sistema SAF pudesse fazer uma ação não só de entregar os equipamentos, mas tirar estes agricultores da subsistência para que evoluam ao estágio de produção e comercialização organizada, ” ressaltou o presidente Júlio César Mendonça.

O modo de cultivo que até então é rústica e tradicional, passa a contar com assistência técnica do Sistema SAF, o que irá gerar uma maior produção e rentabilidade para os produtores de abacaxi ‘turiaçu’.

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Governo entrega trator e implementos agrícolas

Seu José Paz, produtor do povoado Serra dos Paz, informou que a média de colheita do abacaxi “turiaçu” é de 6 milhões de toneladas/ano e espera com o apoio que triplique a produção. “Nós precisávamos muito desses equipamentos para facilitar nossa produção. Acredito que daqui a um ano estaremos em outro nível e já prevemos ano que vem a colheita entre 9 a 10 milhões de toneladas, ” pontuou o agricultor José Paz.

Presente no evento, o secretário de Estado do Trabalho e Economia Solidária (Setres), Julião Amim, afirmou que o Governo do Estado está demonstrando mais uma vez o compromisso que tem com os pequenos produtores.

“O Governo do Estado está oferecendo toda a estrutura para fortalecer a produção de Turiaçu, que é conhecido no país inteiro e que, infelizmente, vinha perdendo mais da metade da produção devido à falta de apoio. E, agora, de forma concreta, os agricultores familiares de abacaxi contam com o apoio de todo Sistema SAF e da Setres que darão juntas suporte técnico e condições associativistas e cooperativistas para que de forma organizada possam produzir,” finalizou o secretário Julião Amim.

Fonte: Agerp   |    Texto: Samara Andrade    |     28/06/2016 

Agritec Grajaú capacita cerca de 2 mil agricultores familiares da região médio sertão

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Foto: Divulgação

A procura pelo conhecimento foi o marco da primeira Feira de Agricultura Familiar e Agrotecnologia do Maranhão (Agritec), realizada nos dias 23 a 25 de junho, no Parque de Exposição Zezé Santos, em Grajaú. Durante os três dias de eventos foram capacitados 1.810 agricultores familiares e atraiu aproximadamente 20 mil visitantes. A procura por cursos, palestras, seminários e oficinas foi o diferencial da 6° Agritec realizada pelo governo do Estado. A Feira tem como objetivo levar conhecimento e acesso às novas tecnologias fáceis e de baixo custo à agricultores familiares.

Dentre os agricultores familiares, mais de 200 índios procuraram as salas de capacitações em busca de conhecimento na área de produção. “Estamos aqui com o objetivo de nos capacitar e através dessa capacitação melhorar nossa produção e criação”, explicou Sebastião Guajajara, cacique da tribo Morro Branco. O cacique informou ainda que os cursos de criação de aves caipira e caprinocultura foram os mais procurados pelos povos indígenas.

Para o secretário de Estado da Agricultura Familiar, Adelmo Soares, a Agritec Grajaú atingiu seu objetivo principal que é levar conhecimento para incrementar a produção. “Através de parcerias, o Governo do Estado, por meio da SAF, levamos conhecimento aos agricultores, comercialização, transferências tecnológicas, incentivos financeiros, contratos firmados com instituições financeiras. Tudo isso, mostra o empenho do Governo em transformar a realidade do Maranhão por meio do conhecimento e da produção”, enfatizou o secretário.
Alguns dos destaques da programação foram sobre produção de aves caipira, ‘quintais produtivos’, cooperativismo e associativismo, os debates sobre ‘Crédito rural como instrumento de desenvolvimento econômico e social, Criação de Abelhas, mandiocultura, registro de agroindústria, horticultura foram também bastantes procurados, além de diversos cursos voltados para o desenvolvimento rural.

Os espaços de comercialização e contratos com instituições financeiras garantiram um volume de negócios de R$ 1.752,400,00 mil. Os agricultores familiares negociaram produtos como frutas, hortaliças, artesanato e derivados do coco babaçu; e comerciantes, fornecedores de serviços e empresários da rede hoteleira também ganharam com o acontecimento inédito na região. Além disso, esta Feira foi a primeira que contou com a presença marcante dos povos indígenas que comercializaram seus artesanatos e mostraram sua cultura com a apresentação do boi Indígena da Tribo Nawara.
Serviços
As secretarias de Estado prestaram diversos serviços à população médio sertão durante os três dias de evento. O viva Cidadão, realizou 763 atendimentos com emissão de RG e CPF. O Projeto ‘Fazendo Educação’, desenvolvido pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), foi um dos destaques na programação da primeira Agritec no município de Grajaú. A secretaria da Fazenda (SEFAZ) esclareceu dúvidas sobre emissão de nota fiscal online e a secretaria da Saúde realizou centenas de atendimentos aos visitantes da Agritec.

Durante a Agritec, a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp) realizou mais de 50 atendimentos comissão de Cadastros Ambientais Rurais (CAR), que é uma ferramenta utilizada para auxiliar o processo de regularização ambiental de propriedades e posses rurais. Além disso, a Agência expôs vitrine tecnológica de meliponicultura e também curso de criação racional de abelhas. Tiveram ainda participação das Regionais Barra do Corda, Presidente Dutra, Imperatriz e da Regional de Codó que levou o Projeto Biofort. Além das vitrines a Agerp deu palestras sobre caprinocultura e ovinocultura.

O presidente da Agerp, Júlio César Mendonça, enfatizou a importância do processo de transformação da realidade no meio rural proporcionado pela Agritec: “Todo o Sistema SAF vem atuando a cada edição como agente responsável pela mudança, levando tecnologia para as famílias rurais. Vamos colaborar para que o agricultor produza cada vez mais e melhor, prestando assistência técnica atuante e de qualidade”.

Além disso, o Governo do Estado por meio do Instituto de Colonização e Terras do maranhão- ITERMA doou uma área de domínio, medindo 910,25m, para construção de um Centro comunitário e cultural no povoado Alto Brasil, em Grajáu.

A Agritec é uma realização do Governo do Estado do Maranhão, por meio do Sistema SAF, composto pela Secretaria de Agricultura Familiar (SAF), a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão (Agerp) e o Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), em parceria com Embrapa/Cocais, Sebrae, Prefeitura municipal de Codó e Movimentos Sociais como a Aconeruq, Fetaema, Fetraf-MA, MIQCB e MST.
Fonte: SAF / Texto: Claudilene Maia / Data: 28/06/2016

Aves da raça “Canela-Preta” são apresentadas na Agritec de Grajaú para resgatar a diversidade genética na avicultura maranhense

Pela primeira vez, uma Feira da Agricultura Familiar e Agrotecnologia do Maranhão (Agritec) leva para a vitrine tecnológica do evento a galinha nativa “Canela-Preta”, como forma de resgatar essa raça no Maranhão. A reintrodução das aves “Canela-Preta” está sendo realizada por meio do projeto “Produtores do Futuro”, desenvolvido pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) junto com instituições de pesquisas, como a Embrapa Meio Norte e escolas agrícolas. No Maranhão, nos municípios de Timon, Codó, Alto Alegre e Itapecuru-Mirim, uma parceria entre o Governo do Estado, por meio do Sistema da Agricultura Familiar, com a UFPI, está desenvolvendo o projeto que busca resgatar a criação da galinha geneticamente de raça pura.

Foto 1 - Galinhas da raça 'canela-preta'

Galinhas da raça canela-preta são apresentadas na Agritec Grajaú

A raça de galinha caipira “Canela-Preta” é caracterizada por possuir tarso e falanges de coloração preta, corpo predominantemente preto e possuidoras de uma carne de coloração mais escura, se comparado com as demais galinhas caipiras brasileiras.

Para o presidente da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), Júlio César Mendonça, a Agritec Grajaú deu oportunidade aos agricultores de conhecer esta raça de ave como uma alternativa de criação devido à pouca dependência de insumos externos.

“Os agricultores conhecem essas galinhas, mas que ficaram perdidas no tempo e queremos resgatá-las no Maranhão,” enfatizou o presidente da Agerp, Júlio César Mendonça. De acordo com a pesquisadora da UFPI, Débora Carvalho, essas galinhas de raça “Canela-Preta”, também conhecidas como “jacú”, são nativas do Nordeste e o projeto está sendo aplicado no Piauí e agora no Maranhão. O estado piauiense, conforme Débora, possui 21 municípios trabalhando com esta raça.

“Essas aves existem no Maranhão, mas mestiçadas com outras raças de aves. E nós estamos trabalhando para trazer de volta estas aves de material purificado para seus estados de origem”, disse Debora Carvalho.

O projeto é implantado para famílias que possuem aptidão a este tipo de atividade e ainda é desenvolvido nas escolas agrícolas dos municípios como didática para o ensino e para nucleação das aves para a região.O jovem Darlan Alves, técnico agropecuário e um dos maiores produtores de aves “Canela-Preta” do Piauí, esteve na Agritec para contribuir com a transferência e conhecimento e tecnologia sobre a criação dessa raça.

Foto 3 - Jovens piauienses levam para Agritec aves 'canela-preta'

Jovens piauienses levam para Agritec aves canela-preta

“Eu comecei com 20 pintos o projeto e hoje possuo 140 matrizes e comercializo para aqueles que pretendem começar a criar esta ave. Uma das vantagens da “Canela-Preta” é por ela não depender de insumos, ou seja, precisam apenas de alimentação à campo,suplementada somente com milho no início e ao final do dia, ” destacou Darlan Alves.

A reintrodução dessas aves no Maranhão é uma alternativa viável para os agricultores familiares por ser de fácil manejo e com valor comercial agregado de comercialização por ser uma raça pura geneticamente.No município de Timon, na comunidade Buritizinho, uma família foi beneficiada há três meses com o projeto das aves “Canela-Preta”.

Segundo o gestor Regional da Agerp do município, Aécio Borges, que presta assistência técnica no povoado, a família de agricultores já desenvolvia a atividade de criação de aves e a Regional levou a proposta para o projeto.

“A Região que envolve Timon, Caxias e Codó possui um polo de restaurantes que consome galinha caipira e o objetivo da Agerp é resgatar estas aves na Região e também abastecer o mercado consumidor, e para isso estamos desenvolvendo pesquisa para saber o real custo benefício da ave para comercialização, ” pontuou o gestor de Timon, Aécio Borges.

Fonte: Agerp    |   Texto: Samara Andrade    |   27/06/2016

Em Grajaú, governador Flávio Dino dá início à 6ª edição da Agritec

Pela primeira vez, a região do Médio Sertão do Maranhão recebe uma edição da Feira de Agricultura Familiar e Agrotecnologia (Agritec). O governador Flávio Dino esteve nesta quinta-feira (23), em Grajaú, para o lançamento da 6ª Agritec promovida pelo Governo do Estado. Na ocasião, ele entregou 18 barracas do kit feira do programa ‘Mais Produção’, assinou decreto de doação de terra para construção de um centro comunitário e cultural no povoado Alto Brasil e um termo de cooperação técnica para implantação do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA, em Arame.

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Foto: Divulgação

 

 

Recepcionado de forma calorosa pelos grajauenses e com a apresentação do boi-bumbá indígena da tribo Guajajara, o governador ressaltou que as Agritecs têm como principal objetivo acabar com a dualidade de um estado que tem tudo para ser rico, mas, ao mesmo tempo, tem um povo tão empobrecido, fruto de décadas de descaso e falta de investimentos em setores como agricultura familiar, pecuária, pesca, aquicultura e extrativismo.

De acordo com ele, o fortalecimento da agricultura familiar, a partir de parcerias com órgãos como o Serviço e Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Maranhão (Sebrae) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e de movimentos sociais como ACONERUQ,  FETAEMA, FETRAF-MA, MIQCB e MST, faz parte de duas premissas fundamentais do Governo do Estado: tecnologia e conhecimento; essenciais para o crescimento do setor primário e do desenvolvimento real da produção maranhense.

“A Agritec foi criada no nosso Governo. Não existia antes porque é muito difícil encontrar Governo que acredite em produção. Normalmente há quem acredite apenas em demagogia, em obra eleitoreira, essas coisas assim. E nós acreditamos em coisas duradouras, coisas sérias. Por isso que os focos principais do nosso Governo são produção e educação”, ressaltou o governador.

Em sua 6ª edição, a Agritec já movimentou aproximadamente R$ 3 milhões, capacitou mais de quatro mil pequenos produtores e movimentou um público de quase 100 mil pessoas, com a participação de cerca de 100 municípios envolvidos. Em Grajaú, o público da região vai contar, até o próximo sábado (25), com atrações musicais, gastronomia, workshop, exposição de animais, promoções e divulgações de produtos oriundos da agricultura familiar, criando espaços para comercialização e fortalecendo a identidade dos grupos produtivos.

Organizada pela Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF), Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão (Agerp) e pelo Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), a Agritec de Grajaú deixará um legado de conhecimento para a região, segundo o secretário da SAF, Adelmo Soares.

“O governador Flávio Dino fez questão de abrir o escritório da Agerp aqui em Grajaú, para colocar um técnico para levar conhecimento aos nossos agricultores e aos povoados. Por isso que na nossa grade científica teremos, nesses três dias, vários seminários de capacitação, treinamento com a Embrapa, com os bancos, a participação da situação fundiária do município e do Estado”, explicou o secretário.

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Foto : Divulgação

Dona Antônia Lúcia Miranda era só alegria no seu estande de venda de caldo, doce e bolo de batata, além de doce de leite. Tudo orgânico e criado em seu próprio terreno. Ela contou que estava há dois anos tentando plantar batata e só conseguia prejuízo, até que em junho do ano passado começou a receber assistência da Agerp e a vida da sua família mudou. “A assistência técnica tem sido de suma importância porque antes a gente só conhecia técnica antiga. Então isso foi muito bom para nossa renda, como agricultor familiar, e eu estou muito satisfeita com esse projeto”, relatou.

Mais Benefícios

Ainda como parte do objetivo de desenvolver a agricultura e dinamizar a economia criativa, o governador Flávio Dino entregou 18 barracas do programa ‘Mais Produção’ para a inclusão de famílias que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade sócio produtiva para geraração de renda e desenvolvimento rural sustentável.

Foi assinado, também, um decreto que determina a doação de área de terra pertencente ao patrimônio público estadual ao município de Grajaú. O espaço, de cerca de 900 metros de perímetro, será utilizado para a construção de um centro comunitário e cultural no povoado de Alto Brasil, um dos maiores de Grajaú.

Além disso, o governador assinou termo de cooperação técnica com o município de Arame para implantação e execução do PAA. Os produtos oriundos da agricultura familiar do município abastecerão as demandas de suplementação alimentar de programas sociais, criando uma cadeia produtiva que gerará benefícios a todos.

Ainda para o município de Grajaú, o governador Flávio Dino destacou que, em breve, vai inaugurar um Restaurante Popular. O secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto, esteve presente na abertura da Agritec e garantiu que a cidade receberá mais 10km de pavimentação asfáltica por meio do programa ‘Mais Asfalto’. O município já tinha recebido 6km de asfaltamento na primeira fase do programa.

 

FONTE: SECAP

Programa CNH Rural encerra as inscrições com mais de 14 mil candidatos inscritos

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Mais de 14 mil candidatos de 211 municípios maranhenses se inscreveram na primeira etapa do Programa CNH Rural. A iniciativa do Governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA), tem o apoio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SAF).

Nesta edição, o CNH Rural vai beneficiar 2.100 trabalhadores rurais, com o processo gratuito de obtenção de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) categoria ‘A’ (motocicletas).

As inscrições para o programa foram disponibilizadas no site do Departamento no período de 02 de maio a 17 de junho. Para facilitar o acesso dos trabalhadores rurais ao benefício, o Detran promoveu, no dia 3 de junho, o Dia ‘D’ do CNH Rural. A mobilização aconteceu nos 14 territórios maranhenses que fazem parte do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Ministério de Desenvolvimento Agrário e teve a parceria dos sindicatos rurais e  dos técnicos da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp).

No ato da inscrição, como pré-requisito, os candidatos deveriam ter acima de 21 anos, ensino fundamental e comprovar residência e exercício da atividade rural. Entre os municípios com o maior número de candidatos estão Viana, 677; Barra do Corda, 627; Itapecuru-Mirim, 479; Pindaré-Mirim, 374; e Timon, com 353 inscritos.

Na Região Metropolitana de São Luis, 373 trabalhadores da zona rural também se inscreveram no programa, sendo 244 da capital, seguidos de São José de Ribamar, 76, Paço do Lumiar, 49 e Raposa, 4.

Segundo a diretora-geral do Detran, Larissa Abdalla, a grande procura pelo o CNH Rural demonstra que este é mais um programa social essencial para os maranhenses. “Entre os objetivos deste programa está facilitar a vida do trabalhador rural e também tirá-lo da irregularidade, contribuindo também, para a diminuição do número de acidentes com motocicletas no Estado. Estou muito feliz com este resultado. Sem a ajuda dos nossos parceiros, toda essa mobilização não seria possível”, destacou Larissa Abdalla.

A união de forças é apontada pelo chefe da Controladoria do Detran, João Moraes Carvalho, como um dos responsável pelo sucesso nas inscrições. “Atividades como a mobilização do dia D, realizada nos 14 territórios do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Desenvolvimento Agrário estimularam e informaram os trabalhadores sobre a importância desse programa”.

Para o secretário de Agricultura Familiar, Adelmo Soares, o Programa CNH Rural é uma grande conquista para o agricultor familiar, tendo em vista a sua dificuldade em adquirir o documento. “O Sistema SAF se uniu ao Detran-MA nesta jornada para que este programa chegasse a um maior número de trabalhadores e como constatamos o resultado foi exitoso” disse.

Sorteio

A lista com os 2.100 candidatos selecionados pelo CNH Rural será divulgada no site do Detran-MA, no dia 24 de junho, após sorteio realizado pela Caixa Econômica Federal, por meio do sistema da Loteria Federal. Os selecionados terão de 1º de julho a 31 de agosto, para comparecerem à sede do Detran-MA, em São Luís, ou a um dos postos avançados, ou em uma das 15 Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans), munidos dos documentos exigidos no programa.

Fonte: Detran    20/06/2016

Governo do Estado e Movimentos Sociais discutem propostas para a agricultura familiar

Com o objetivo de discutir diretrizes e ações voltadas para o desenvolvimento da agricultura familiar, juntamente com os movimentos sociais, por meio da assistência técnica, extensão rural e pesquisa, o Governo do Estado, por intermédio do Sistema de Agricultura Familiar, promoveu na segunda-feira (13), reunião com representantes de organizações da sociedade civil.

Foto 1_Divulgação_Agerp_14062016 - Governo do Estado e Movimentos Sociais discutem agricultura familiar

Reunião entre representantes do Governo do Estado e dos movimentos sociais

O Sistema de Agricultura Familiar é formado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SAF), Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão (Agerp) e Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma).

O encontro, realizado na sede da Agerp, reuniu integrantes da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Maranhão (Fetaema), Rede de Colegiados, Movimentos dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e do Consórcio Público Intermunicipal das Mesorregiões Norte e Leste Maranhense (Conleste).

Os participantes assistiram a apresentações das ações realizadas pelo órgão, identificaram demandas e estabeleceram metas prioritárias de atuação junto aos movimentos, com a proposta de construção de um grupo permanente de debate.

O presidente da Agerp, Júlio César Mendonça, destacou a importância de estabelecer parcerias com os movimentos sociais, em prol do fortalecimento da agricultura familiar.

“O Governador Flávio destaca a participação efetiva dos movimentos sociais neste novo momento que vive o Maranhão”, enfatizou o presidente da Agerp. Ele afirmou que o Governo do estado está construindo um vínculo mais próximo com os movimentos sociais e resgatando a identidade e as discussões sobre Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). “Entendemos que é necessário esse debate contínuo, buscando a unidade em prol das famílias rurais”.

O secretário-adjunto da SAF, Francisco Sales, apontou à necessidade da consolidação desta parceria. “Nosso governo acredita e prestigia a aliança com os movimentos sociais, a criação de um sistema de agricultura forte e pautado no diálogo direto entre as instituições”, disse.

Debates

Durante a reunião, o diretor e o coordenador de Ater, Josenildo Cardoso e José Mesquita, juntamente com o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Agerp, José Malheiros, apresentaram os programas e ações desenvolvidos, incluindo os contratos e convênios de Ater e pesquisa em execução.

Em debate, também, a participação no programas Mais IDH, nas Cadeias produtivas, tema amplamente discutido, incluindo também o Programa CNH Rural, Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a Feira da Agricultura Familiar e Agrotecnologia do Maranhão (Agritec).

“Nunca tinha participado de uma reunião com essa proposta e com tantos representantes de organizações reunidos junto ao governo, já que, durante anos, esbarramos na dificuldade da união entre os parceiros”, disse o representante do Conleste Maranhense, Ozenildo Correia. “Temos um desafio de fazer com que este grupo forme outros para, assim, conseguirmos reunir o máximo de ideias e realizarmos a mudança concreta no Maranhão”, propôs.

Representando a Rede de Colegiados, José Lidio Silva, sugeriu que seja realizada uma aproximação, ainda maior, nos territórios, para que a política territorial seja pensada em comunhão coma rede de colegiados.

Joaquim Alves, um dos representantes da Fetaema, destacou a integração entre os diversos órgãos de governo, com mecanismos de articulação e propostas reais de atuação.

“Vários setores do Governo reunidos com instrumentos para conseguirmos essa integralidade. Temos que reforçar a coletividade, universalizando e chegando ao maior número de famílias no campo, melhorando o setor produtivo, levando um serviço de qualidade e respeitando nossos atores do meio rural”, enfatizou Joaquim Alves.

De acordo com o representante do MST, Edivan Oliveira, o espaço de discussão proposto foi uma oportunidade para discutir pautas que antes eram esquecidas. “A história deve ser respeitada e vivida, por isso ficamos felizes com o atual cenário, trabalhando a partir da concepção de discussão livre, abordando os modos de produção agroecológico, a reforma agrária, pensando uma concepção diferenciada, atendendo as especificidades de cada organização, voltadas para o bem comum das famílias no campo, para que estas se sintam pertencentes no processo de mudança, sejam reconhecidas, estimuladas e valorizadas”, disse o representante do MST.

Presentes também no encontro o chefe de Planejamento e Ações Estratégicas (Agerp), Arthur Costa, Miguel Henrique (Fetaema) e Katia Gomes (MST).

 

Agricultores familiares dos 30 municípios do Plano ‘Mais IDH’ produzem excedentes e Governo articula comercialização da produção

mais idh

Agricultores Familiares estão recebendo auxílio técnico para potencializar produção. Foto: Gilson Teixeira/Secap

“Agradeço o trabalho do governador Flávio Dino, por ter lembrado dos que precisam. Eu sempre tive vontade de aprender, e, hoje, eu produzo composto orgânico para cultivar mudas de hortaliças. Fico feliz em receber assistência dos técnicos que atendem o município de Governador Newton Belo, porque eu aprendi técnicas simples que me permite sustentar minha família”. Esta é uma declaração do agricultor Deusimar Lima, cuja família é atendida pelo Programa ‘Mais IDH’ do Governo do Maranhão. Atualmente, ele, sua esposa e seus três filhos vivem da produção cultivada em sua propriedade. Só de milho existem sete mil pés que já estão sendo vendidos juntamente com feijão, mandioca, farinha e hortaliças.

A maior felicidade de Deusimar, além de receber todo o suporte para construção do Sisteminha, foi aprender. Ele relatou o orgulho de saber fazer composto orgânico para produzir mudas de alface, cebolinha e diversas hortaliças. “O minhocário é a tecnologia que eu tenho mais orgulho. Eu sempre lutei pra fazer composto orgânico e nunca dava certo. Agora, com o minhocário está dando tudo certo porque facilitou a produção de mudas. Eu só via a produção de composto pela televisão, não sabia se era possível fazer um adubo de resto de planta e de capina e eu já estou produzindo”, destacou o agricultor, que mora no povoado Santa Luzia, no município de Governador Newton Belo.

Maria dos santos e seu Francisco, do município de Centro Novo do Maranhão também já sobrevivem de sua produção. A família vende frangos, alface, cheiro verde, pimenta de cheiro e vinagreira. “Nós recebemos a estrutura e condições do Governo e hoje já vedemos 90 frangos e hortaliças. Com a venda compramos novamente as sementes, ração para as aves e ainda sobra para comprar outras coisas”, informou o casal.

O Plano de Ações ‘Mais IDH’, lançado pelo governador Flávio Dino, tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida de pessoas que vivem em situação de extrema pobreza. Para isso, estão sendo executados nos 30 municípios com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDHM) do estado ações de saúde, acesso a documentação, assistência técnica e extensão rural qualificada, entre outros serviços prestados pelas diversas secretarias participantes que também estão fazendo o levantamento das necessidades de cada cidade.

“Me sinto feliz e orgulhoso na perspectiva de que vamos alcançando grandes resultados. O trabalho está sendo feito com muito amor e dedicação e nós vemos a importância do Plano quando olhamos o brilho nos olhos de cada pessoa beneficiada e que acredita que agora são capazes de superar a fome e a miséria”, afirmou o secretário Adelmo Soares, secretário de Estado da Agricultura Familiar. Além disso, o secretário disse que é prioridade do Governo do Estado aliar conhecimento e produção.

O secretário informou, ainda, que como os agricultores familiares já estão produzindo excedente de sua produção, o Sistema SAF está viabilizando a comercialização dos produtos por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). No mês de maio, o Maranhão foi beneficiado com uma portaria para execução direta com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) no valor de R$ 3.250.000,00. O Sistema SAF irá priorizar 990 agricultores dos 30 municípios do ‘Mais IDH’.

Com o ‘Plano Mais IDH’, os técnicos do Sistema SAF, que levam assistência técnica e extensão rural qualificada e continuada para famílias desses municípios mais pobres do Estado, já cadastraram 3.103 mil famílias e instalaram 1.795 Sistemas Integrados de Tecnologias (Sistecs) e mais 523 Sisteminhas.

O Sisteminha foi produzido pela Embrapa e consiste na criação de peixes, aves, húmus e na produção de hortaliças e frutas. As ações na área da produção incluem, ainda, fomento no valor de R$ 2.700 para produção através dos Sistecs. A segunda parcela do fomento já foi entregue a 460 famílias pelo Governo do Maranhão.

Este ano, o número de famílias atendidas pelos técnicos do plano ‘Mais IDH’, será aumentado com a parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) que irá ampliar para mais seis mil famílias, totalizando nove mil famílias beneficiadas com as ações que irão desenvolver dignidade e qualidade de vida para o agricultor familiar. Atualmente, já foram cadastradas 354 famílias.

O presidente da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), órgão vinculado à SAF, Júlio César Mendonça, informou que o Governo do Estado por meio do Sistema SAF, irá beneficiar 15.498 mil agricultores dos 30 municípios do ‘Mais IDH’, com a entrega de kits de feiras, no âmbito dos programas ‘Mais Renda’ e ‘Mais Produção’. O kit feira é composto por: barracas, balanças, caixas plásticas, gaiolas, caixas de isopor, palletes, jalecos, bonés, camisas, além de seminários e cursos sobre comercialização.

“Além da comercialização no PAA, os agricultores dos 30 municípios do Plano ‘Mais IDH’, serão beneficiados com o kit feira. A entrega dos kits é uma forma de trabalhar de maneira articulada a produção e a comercialização”, explicou o presidente da Agerp.

 

Fonte: SAF  / 13.06.2016