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Agerp realiza planejamento para fortalecer a assistência técnica aos agricultores familiares

Presidente da Agerp reúniu-se com equipe técnica da Regional de São João dos Patos

Presidente da Agerp reuniu-se com equipe técnica da Regional de São João dos Patos

O Governo do Estado, por meio da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), está dando continuidade à atualização da sua metodologia de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), que tem como principal objetivo melhorar o desempenho dos técnicos para assessorar e contribuir no desenvolvimento dos agricultores familiares assistidos pela Agência.

Para desenvolver essa nova metodologia, a Agerp adotou um planejamento operacional que visa programar e orientar a equipe técnica para obter resultados mais que apenas numéricos, propõe executar melhor as ações no campo.

Foram visitados até o momento, para apresentar e orientar sobre o funcionamento do planejamento, os escritórios regionais em Pinheiro, Viana, Pedreiras, Rosário, Chapadinha, Itapecuru-Mirim, São João dos Patos, Balsas. E a partir desta terça-feira (30), as Regionais de Caxias, Codó, Timon, Bacabal, Presidente Dutra, Zé Doca e Santa Inês receberão visitas para alinhar o planejamento.

De acordo com o presidente da Agerp, Júlio César Mendonça, detectou-se a necessidade de refazer o planejamento junto às Regionais tendo em vista as demandas que estão cada vez mais frequentes no órgão, que é a instituição responsável, junto à Secretaria da Agricultura Familiar, pelo acompanhamento técnico ao pequeno agricultor e executar as políticas públicas voltadas para o meio rural.

“Por meio de um mapeamento do quadro de pessoal, estamos adequando nossa equipe técnica para que possamos cobrir a maior parte dos municípios com Assistência Técnica continuada. Esse planejamento é necessário para adequarmos nossa capacidade operacional, pessoal, de transporte e estrutural para melhor atender os agricultores. O governador Flávio Dino aposta na melhoria dos indicadores sociais do Maranhão a partir da agricultura familiar, então, todo o Sistema SAF, e em especial a Agerp, está reformulando sua metodologia de atuação para alcançar resultados na agricultura”, afirmou o presidente da Agerp, Júlio César Mendonça.

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Presidente da Agerp, Júlio César Mendonça, apresenta o projeto “Agerp Sustentável e Solidária”

“Fizemos essa proposta de planejamento nas Regionais com base em vincular o técnico com a atividade a se realizar no campo, pois até então eram repassadas demandas, mas não a forma como atingir as metas definidas. Nosso próximo passo, após a apresentação e esclarecimento sobre o planejamento, é desenvolvermos futuramente, um acompanhamento via online do que cada técnico está realizando nos municípios”, explicou o chefe da Assessoria de Planejamento da Agerp, Artur Costa.

Agerp sustentável e solidária

Baseada na adoção dessa nova metodologia de acompanhamento de resultados, a Agerp está buscando fortalecer uma linha de coerência, não apenas no modo de trabalhar e de gerir a instituição, mas nas ações perante a sociedade. Com isso, a Agência está desenvolvendo o projeto “Agerp Sustentável e Solidária”, com o objetivo de conscientizar sobre o meio ambiente, agroecologia e social dentro e fora da instituição.  O projeto foi lançado na última segunda-feira (29) com a presença de todos os servidores da instituição e representantes da SAF, Iterma, Sagrima, Cemar e Hemomar.

“Nós somos aquilo que pensamos e agimos. O projeto nada mais é do que fazermos uma linha direta disso e repensarmos nosso papel na sociedade e na agricultura familiar. Queremos adotar práticas sustentáveis no ambiente de trabalho e levar estas atitudes para onde formos, então, a Agerp está assumindo o papel de ser disseminador da sustentabilidade em todos os sentidos, ambiental e social,” disse o presidente da Agerp, Júlio Mendonça.

 

Fonte: Agerp    |   Texto: Samara Andrade

31/08/2016

Em Recife, governador Flávio Dino apresenta o programa ‘Mais Produção’ à Sudene

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Reunião Sudene

O governador Flavio Dino esteve, nesta sexta-feira (26), em Recife, onde reuniu com a diretoria da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). No encontro, o governador manifestou apoio aos projetos desenvolvido pelas empresas privadas com investimento da Sudene e apresentou programa de Governo ‘Mais Produção’. Na passagem por Recife, Flávio Dino ainda se reuniu com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara.

Recebido pelo superintendente da Sudene, Marcelo Neves, o governador exaltou a importância que órgão o tem tido para impulsionar projetos executadas por empresas privadas no Maranhão. “Nossa visita tem duas razões principais, manifestar o desejo de estreitar as relações do Governo do Estado com a Sudene e deixar claro nosso apoio aos projetos que transcorrem no Maranhão”, apontou o governador Flavio Dino, lembrando, durante a reunião, cada um dos projetos.

O governador apresentou o programa ‘Mais Produção’, que busca desenvolver as cadeias produtivas no estado. A intenção é conquistar o apoio da Sudene para impulsionar ainda mais o setor. “Temos um programa na linha de agroindústria que pretende desenvolver a área no estado, que precisa ser fortalecida. Com o programa, que começou a ser implantando no ano passado, são 10 cadeias produtivas com 204 ações”, explicou.

O superintendente da autarquia, Marcelo Neves, agradeceu a visita do governador, parabenizou o ‘Mais Produção’, que será analisado para posterior apoio. Marcelo reiterou a importância do diálogo com os estados: “A Sudene tem todo os instrumentos para desenvolver o Nordeste, mas precisamos exatamente desta parceria com os governadores”, defendeu.

Participaram da reunião o secretário chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, e o presidente da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), Julio Mendonça.

Sudene

A Sudene é uma autarquia que tem como missão promover o desenvolvimento includente e sustentável no Nordeste e a integração competitiva da base produtiva regional na economia nacional e internacional.

Encontro

Flávio Dino visitou o governador Paulo Câmara, no Palácio do Campo das Princesas. Na oportunidade, os governadores conversaram sobre os acordos das dívidas dos estados com a União, visando garantir recursos para as federações.

Governo divulga Chamada Pública para seleção de comunidades beneficiadas pelo Programa Diques da Produção

Potenciais produtivos da Baixada serão ampliados com o programa. Foto: Nael Reis/Secap

Potenciais produtivos da Baixada serão ampliados com o programa. Foto: Nael Reis/Secap

O Governo do Maranhão divulgou, nesta segunda-feira (22), edital de Chamada Pública para a seleção das comunidades pertencentes aos municípios contemplados pelo Programa Diques da Produção, que tem objetivo combater a salinização dos campos naturais inundáveis da Baixada Maranhense e construir grandes canais que permitirão armazenar água doce, de extrema importância para o desenvolvimento de projetos nas áreas da piscicultura, agricultura e pecuária.

O Programa Diques da Produção é coordenado pelas Secretarias de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), da Agricultura Familiar (SAF), da Agricultura Pecuária e Pesca (Sagrima), do Meio Ambiente a Recursos Naturais (Sema) e Casa Civil.

A chamada pública atende às normas dispostas no decreto do Executivo Estadual, de nº 31.762, emitido pelo governador Flávio Dino, que tem a iniciativa como mais uma importante ação desenvolvida pelo estado visando à transformação da realidade do Maranhão, tenho o caminho da produção, do crescimento econômico e da inclusão socioprodutiva como fundamentais nesse processo.

Segundo o titular da Sedes, Neto Evangelista, a Chamada Pública feita por meio deste edital se destina à fase de levantamento da demanda das comunidades localizadas nos municípios beneficiados pelo Programa Diques de Produção, bem como a prospecção de investimentos necessários, as configurações e as delimitações dos lotes de atendimento.

“Trata-se de uma etapa importante do processo de seleção das comunidades beneficiadas pelo Programa. A Chamada Pública estabelece as condições técnicas mínimas necessárias para selecionar os povoados localizados no entorno dos municípios que possuem campos naturais inundáveis, inseridos no Programa Diques da Produção, bem como define as intervenções e as prioridades nas fases posteriores do processo de adesão das comunidades contempladas”, disse Neto Evangelista.

Habilitação

As comunidades habilitada, por meio da Chamada Pública, terão prioridade nas ações, programas e projetos futuros que serão instalados visando concretizar as ações propostas pelo Programa Diques da Produção, nos 35 municípios contemplados pelas intervenções do programa, entre eles Matinha, Pinheiro, Cedral, São João Batista, Cajari, Conceição do Lago Açu, Guimarães, Monção, Palmeirândia, Alcântara, Apicum-Açu, Penalva, Bacuri, São Bento, Viana, Mirinzal, Igarapé do Meio, São Vicente de Férrer, Cururupu, Bequimão, entre outros.

Neto Evangelista explicou, ainda, que o programa trabalhará na construção de duas modalidades: barragens – que poderão ser usadas para irrigação e para impedir a entrada de água salgada nos igarapés e, com isso, proteger os mananciais de água doce das regiões e outros ecossistemas; e canais – que além da função de armazenamento de água, poderá ser utilizado como hidrovia interligando as pequenas propriedades. “O projeto se justifica por vários fatores, entre eles a redução dos índices de insegurança alimentar e de pobreza e a abrangência social e econômica com geração de trabalho, emprego e renda”, frisou o secretário.

Também consta como um dos pilares do Programa Diques da Produção a oferta de Assistência Técnica e Extensão Rural, para instalação de projetos de geração de renda para a população das comunidades beneficiadas pela ação.

Inscrições

Todos os prazos, condições e demais informações para a adesão das comunidades ao programa estão detalhadas no edital, divulgado no Diário Oficial do Estado. Conforme edital, as inscrições deverão ser feitas por sindicatos, associações ou cooperativas ou por um representante da comunidade que deverá apresentar um abaixo assinado, com a identificação dos moradores.

A prioridade de seleção será dada às comunidades que apresentarem o maior número de habitantes que recebem o Bolsa Família; que sejam constituídos predominantemente por agricultores e pescadores de povos e comunidades tradicionais e que apresentarem o maior número de habitantes/moradores com Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP).

A inscrição poderá ser realizada no período de 18 deste mês a 8 de setembro, por meio de envio da ficha de inscrição e documentos necessários à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes) – Setor de Protocolo – Localizada à Rua das Gardênias, Quadra 01, Nº 25, Jardim Renascença – São Luís – Maranhão. Também estão aptos a receberem as inscrições os Escritórios Regionais da Agerp, em Bacabal, Pinheiro, Santa Inês e Viana.

Após a fase da seleção, a escolha definitiva das comunidades contempladas pelo programa será definida por visita de técnicos enviados pela Sedes, SAF, Sema e Sagrima.

Construção de cisternas vai beneficiar 16 municípios com investimentos de R$ 40 milhões

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Divulgação

Aumentar a produção e criação de animais dos agricultores familiares mesmo nos períodos de seca a partir de agora será realidade em 16 municípios maranhenses. Nesta segunda-feira (22), no Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino assinou convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social para a implantação do Programa Cisternas – Segunda Água. Com investimentos de R$ 40 milhões, a iniciativa vai beneficiar nove mil famílias com a construção de 4.067 cisternas.

As obras começarão imediatamente e a previsão é que até o final do ano a primeira etapa do programa, que prevê a construção de duas mil cisternas, esteja concluída. O governador Flávio Dino destacou a capacidade da equipe do Governo em escolher a tecnologia adequada para captar os recursos junto ao Governo Federal, já que no passado o montante destinado a esse projeto foi devolvido por duas vezes em decorrência da falta de ajustamento entre o pleito e a realidade existente no Maranhão.

De acordo com o governador, os 16 municípios foram escolhidos a partir de propostas que foram apreciadas pelo Ministério, e visam, além da construção das cisternas, fomento para a implantação dos arranjos produtivos com o objetivo de alcançar a plena eficácia do projeto. “Esse programa não é isolado, ou seja, não é um ponto fora da curva, ele é a continuidade de uma série de ações que nós temos implementado visando a dinamizar a agricultura familiar para que ela possa de fato alcançar a estatura que nós desejamos e precisamos. Não apenas por aspectos sociais, mas também por aspectos econômicos”, realçou.

Flávio Dino reiterou que os programas de apoio à agricultura familiar existentes hoje, no Maranhão, são essenciais para a construção de um estado justo e de economia forte. “As vezes quando se fala em agricultura familiar se fala apenas em dimensão social. Além disso, da inclusão, da distribuição de renda, da justiça social, nós estamos falando em uma atividade econômica que é rigorosamente fundamental para o Maranhão, para a produção de alimentos, para as cidades, e também para que haja um mercado de consumo de massas no nosso estado”, explicou.

Para o secretário de Estado da Agricultura Familiar, Adelmo Soares, o Programa Segunda Água vai ajudar as famílias a continuarem produzindo mesmo durante o período de estiagem. “De vários estados do Brasil, o Maranhão não tinha uma captação de água para a produção. E a partir de então nós começamos a adotar esse modelo que chama telhadão. Como vai funcionar? Eles farão a implementação da cisterna e a construção do lado de um telhado para captação da água para a cisterna, de 25 mil litros, a partir disso serão levados até a família daquele agricultor para implementação de um projeto produtivo”, relatou.

O secretário frisou que, além da construção das cisternas, as famílias beneficiadas receberão capacitação de acordo com a identidade produtiva. “Além disso, a mão de obra para execução também é do agricultor. Além de beneficiar na captação de água, a gente também vai dar um incentivo financeiro para as famílias beneficiadas. Elas terão um complemento de renda. Lógico que isso revertido em ação. É para a utilização de um arranjo produtivo”, reiterou.

Dos 16 municípios que serão beneficiados com o Programa Cisternas – Segunda Água, oito estão inseridos no Plano de Ações ‘Mais IDH’, que já contam com atividades permanentes atinentes a agricultura familiar. Serão beneficiados: Jenipapo dos Vieiras, Itaipava do Grajaú, Marajá do Sena, Belágua, Santana do Maranhão, São Benedito do Rio Preto, Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro do Maranhão, Paulino Neves, Amarante do Maranhão, Arame, Buriticupu, Nina Rodrigues ,Presidente Vargas e Cachoeira Grande.

Geração de renda e justiça social

Além da inclusão social, a construção das cisternas visa também a inserção econômica das famílias de agricultores do Maranhão. De acordo com o governador, as cadeias produtivas estão inseridas no conjunto da economia do estado, já que possibilitam mais renda e participação mais efetiva dos frutos do progresso. “Ou seja, poderem consumir produtos e serviços no mercado para todos. E não em um mercado excludente, concentrador, como infelizmente nós temos até hoje em grande medida no Brasil, e, sobretudo, em um estado como o Maranhão”, sublinhou.

O governador explicou que o Governo tem investido na organização das cadeias produtivas, programas de fomento, distribuição de sementes, feiras de agricultura familiar, feiras de tecnologia para agricultura familiar, entre outras atividades. “De modo que nós temos um conjunto de ações em curso que sinergicamente tenho certeza que resultarão no maior dinamismo dessa importante atividade para o nosso Estado”, completou Flávio Dino.

População constata avanços e aprova ações do Programa ‘Mais IDH’

Em Água Doce abastecimento de água foi restabelecido graças ao Sistemas Simplificados de Agua

A realidade na vida da população que vive nos 30 municípios inserido no Plano de Ações ‘Mais IDH’ começa, dia após dia, a dar sinais de avanços e transformações. Seja na qualidade de vida, na educação ou na geração de renda – os três principais eixos do Plano – a perspectiva já é de mudança, com pouco mais de um ano de execução do Programa implantado pelo governador Flavio Dino. O ‘Dia D – Mais IDH’, realizado no último sábado (20), foi importante para que a equipe da gestão do Governo do Estado pudesse ver e ouvir, bem de perto, os impactos e o que a população tem a dizer. O resultado e a troca de experiência foram animadores.

O dia foi de mobilização, secretários e gestores dos mais distintos órgãos do Governo foram diretamente às cidades do Plano, com a intenção de informar a população o que vem sendo desenvolvido, fiscalizar as obras e dialogar, pessoalmente, com a comunidade. “O evento é realizado simultaneamente nos 30 municípios, o objetivo é fazer com que haja mobilização no âmbito municipal, mas também no âmbito das secretarias do governo para que a gente possa fazer entregas, dialogar com a sociedade, vistoriar as obras que estão sendo realizadas, enfim, fazer com que haja, cada vez mais dinamismo na execução deste, que é um programa estratégico do Governo Flavio Dino, porque ele incide direta e rapidamente nas condições de vida do nosso povo”, explicou o secretário de Estado de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry.

Para melhorar os índices sociais até o próximo censo e transformar estes municípios, por década esquecidos e negligenciados pelo poder público estadual, foram realizados investimento em ações de grande alcance social e de fortalecimento da economia. Programas como a Força Estadual de Saúde, voltado para a atenção básica à saúde, o ‘Sim, eu posso’, para a alfabetização, ou os ‘Sisteminhas’, que oferecem incentivos e assistência técnica para a agricultura familiar, entre tantas outras, são ações que estão transformando o cenário de extrema pobreza que acomete a população destes municípios.

Com uma pequena produção no quintal de casa, Geová Chaves Sousa, 35 anos, de Marajá do Sena, plantava apenas o que consumia e, vez ou outra, vendia o que excedia. Agora, com o incentivo financeiro para estruturar a própria horta e recebendo assistência técnica ele já tem a comercialização de hortaliças e grãos como principal fonte de renda. “Eu já mexia com hortaliças antes, mas a produção era mais acanhada, mais para o consumo mesmo, pouco a gente tirava para fora. Já com a assistência técnica e com o recurso, este ano já teve como ter um aumento e teve como tirar para vender para fora. Então hoje, com a crise que está, já posso dizer que não passei por ela em razão dos meus produtos”, relatou, animado.

A comercialização de hortaliças e grãos foram reforçadas no município de Marajá do Sena. Foto: Divulgação

A comercialização de hortaliças e grãos foram reforçadas no município de Marajá do Sena. Foto: Divulgação

Assim como o senhor Geová e sua família, lá de Marajá do Sena, os técnicos da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SAF), desde o mês de outubro do ano passado, já cadastraram 3.103 mil famílias e instalaram 2.053 Sistemas Integrados de Tecnologias (Sistecs) e mais 525 Sisteminhas nos municípios do plano. Com isso, as famílias atendidas pelo Programa já estão recebendo a terceira parcela do fomento, que tem valor total e não reembolsável de R$ 2.700 para investir nos Sistecs.

Um importante programa implantado nos municípios foi ‘Bolsa Escola – Mais Bolsa Família’, com o pagamento da 13ª parcela de bolsa para a compra de material escolar. Foram 92.243 beneficiários em janeiro deste ano, só nas cidades de menor IDH, mudando a realidade de muitas famílias. Em Satubinha, por exemplo, o Programa Bolsa Escola investiu R$ 79.700,00, beneficiando 1581 crianças que puderam adquirir material escolar. Entre elas, os filhos de dona Rosilene de Oliveira, que com ajuda, iniciaram o ano letivo de cadernos e lápis novos. “Tenho dois filhos e no momento não possuo renda, o programa me ajudou demais, sou muito grata.”, destacou a mãe.

Transformador também é o programa de alfabetização ‘Sim, Eu Posso’, implantado em oito dos 30 municípios. Por meio dele, são mais de 14 mil jovens, adultos e idosos aprendendo ler e escrever, como a dona Maria Amância, de 59 anos, que mora em Aldeias Altas. “Quando eu era criança, meu pai não me deixou estudar. Quando casei, meu marido também não deixou. Depois que fiquei velha, tinha vergonha de ir para escola. Mas aí o povo da cidade começou a dizer que sim, nós podíamos estudar”, e assim a vida de dona Maria vai mudando, ao reconhecer as letras.

Sobre a Fesma

Fesma é um programa que atua nos municípios levando atendimento básico de saúde a mais de 422 mil maranhenses. Foto: Nael Reis/Secap

Fesma é um programa que atua nos municípios levando atendimento básico de saúde

A Força Estadual de Saúde (Fesma) é um programa que atua nos municípios que integram o Plano de Ações ‘Mais IDH’, auxiliando no atendimento básico de saúde de mais de 422 mil maranhenses.

Além disso, cada equipe também trabalha a educação em saúde com mobilizações, reuniões e palestras educativas nas escolas. Falta de informação ainda é, segundo quem Atua dentro dos municípios, o grande desafio a ser superado. Foi o que a enfermeira Lana Rodrigues, que é de Teresina, fez o seletivo da Força e atua, há cinco meses, em Marajá do Sena, também pôde perceber. “Nessas andanças que a gente já fez por vários povoados, a gente percebe que ainda existe falta de conhecimento em relação a algumas doenças, principalmente essas dos grupos de riscos, da importância do pré-natal e do acompanhamento continuado e programado de hipertensos e diabéticos. E a gente está tenta buscar, além da assistência, entregar a esta população um pouco de conhecimento para empoderá-los, para que ela possam também auxiliar no seu auto cuidado”, informou Lana.

A qualidade de vida, além do cuidado com a saúde, envolve ainda a garantia de moradias dignas. Por isso, o plano mais IDH contempla o programa ‘Minha Casa, meu Maranhão’, que está construindo 1500 casas espelhadas nas 30 cidades. O programa, além de garantir o sonho da casa própria e de qualidade para as famílias, ainda é esta, nesta fase de construção, gerando emprego e renda para quem trabalha nas obras. É o caso de Isaías Pereira, que agora, trabalhando nas obras das casas Água Doce, tem garantido o sustento da família. “Estava desempregado e sem perspectiva nenhuma de vida. Com a chegada desse projeto tudo muda e para melhor, graças a um governador que pensa em promover melhores condições para nós, que somos da área rural”, defendeu seu Isaías.

‘Dia D – Mais IDH’ leva ações sociais para Aldeias Altas

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Presidente da Agerp e técnicos do Mais IDH

“Eu quero aprender, aumentar mais meu aprendizado. Estou no comecinho… Nunca é tarde para aprender, né? Tudo é possível pra gente”, disse o lavrador Elcimar Teixeira, 57 anos, que está sendo alfabetizado em Aldeias Altas. Elcimar é um dos beneficiados pelas ações do ‘Dia D – Mais IDH’, realizado pelo governo estadual neste sábado (20), em 30 cidades maranhenses com baixo índice de desenvolvimento humano. O objetivo da iniciativa é melhorar as condições de vida nesses municípios.

Em Aldeias Altas, o governo do estado levou atendimentos de saúde básica e odontológica, estande do Bolsa Escola (Mais Bolsa Família), mostra de agricultura familiar com capacitações em produção agrícola e orientações sobre o cadastro ambiental rural. Na ocasião, obras que irão beneficiar o desenvolvimento da cidade também foram entregues.

A dona de casa Maria Antonia Nascimento Gonçalves aproveitou o mutirão de ações sociais para fazer consultas médicas. “Estou fazendo consulta, mas ainda quero fazer muitas outras coisas hoje”, falou. “Estou gostando muito, porque é um benefício, o governo facilitando as coisas para muitas pessoas. A gente consulta com o médico, faz os testes, se tiver alguma doença já recebe orientação. É muito bom”, ressaltou.

Ainda nas áreas de saúde e cidadania, o governo do estado já realiza ações no município. Por meio da Força Estadual de Saúde (Fesma), quase 5 mil atendimentos médicos foram realizados até o último mês de julho, incluindo orientações em fitoterapia. Por meio do ‘Mutirão Mais IDH’, 2.788 documentos foram expedidos, e mais 7.553 atendimentos de saúde foram realizados.

Educação

Atualmente, Aldeias Altas também é contemplado com ações voltadas para a área de educação. Por meio do Bolsa Escola (Mais Bolsa Família), Aldeias Altas está recebendo investimentos de R$ 270.066,00 para transferência de renda a quase 6 mil beneficiários. O programa ‘Escola Digna’ é responsável pela construção de dois centros de ensino adequados, em substituição a casas de taipa e palha, nos povoados Pé do Morro e Laranjeiras. Também na área de ensino, o programa de alfabetização ‘Sim, Eu posso’ está ensinando jovens, adultos e idosos de Aldeias Altas a ler e escrever.

São pessoas como Elcimar Teixeira, que estão tendo suas vidas transformadas através da educação. “Pra mim, esse é o programa mais importante. O governo foi resgatar a gente do atraso. Estava todo mundo jogado aí, a gente queria aprender e não podia”, falou o lavrador. O programa ‘Sim, Eu posso’ está com 91 turmas em funcionamento em Aldeais Altas, com aulas iniciadas no último mês de maio. A meta do programa é reduzir em 25,22% o analfabetismo no município, que conta com mais de 11 mil pessoas analfabetas.

Desenvolvimento

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Dia D

Para melhorar o desenvolvimento em Aldeias Altas, o governo estadual está implantando equipamentos de abastecimento de água e saneamento. Um poço foi entregue, para beneficiar a população com água tratada.

Perfurado pela Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), o poço foi entregue pelo secretário de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves. Dona Lindalva, moradora de Aldeias Altas há 28 anos, aproveitou a oportunidade e deu banho na filha, a pequena Maria das Graças. Junto a outras duas unidades, o poço irá beneficiar, até o final do ano, cerca de 18 mil famílias da região. Ainda em Aldeias Altas, obras de saneamento básico rural também irão atender os povoados Canto Claro, Ronca e Brejo de Areia. Os equipamentos estão em fase de licitação.

Também estão em licitação, a construção de cozinhas comunitárias no centro da cidade. Para estimular a agricultura, o governo está beneficiando mais de 100 agricultores por meio dos Sistemas Integrados de Tecnologias Sociais (Sistecs). Ao todo, só em Aldeias Altas, são 44 Sistecs e 5 sisteminhas em funcionamento.

Plano ‘Mais IDH’

O Plano de Ações ‘Mais IDH’ é uma estratégia do Governo do Maranhão para transformar a realidade social dos municípios com piores índices do estado. O programa foi instituído pelo governador Flávio Dino, por meio do decreto n° 30612, de 02 de janeiro de 2015, e trabalha com ações multissetoriais nos 30 municípios com menores IDHs.

Governo do Estado realiza votação das propostas do Orçamento Participativo 2017 por aplicativo a partir do dia 15 de agosto

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O Governo do Estado do Maranhão, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) e da Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan), inicará nesta segunda-feira (15) a fase de votação das propostas sugeridas pela população maranhense na primeira etapa do processo do Orçamento Participativo com as escutas territoriais. Qualquer maranhense pode participar da escolha acessando a plataforma digital Participa MA, pelo endereço www.participa.ma.gov.br

Na primeira etapa do Orçamento Participativo, as atividades aconteceram de forma presencial nos territórios maranhenses com as escutas. Já nesta segunda fase do processo, a votação será realizada de forma online com acesso pelo site. Um grande diferencial deste ano é que a votação poderá ser realizada pelo aplicativo “Orçamento Participativo MA”, disponível para smartphones do Sistema Android.

Os maranhenses também poderão se deslocar aos pontos de votação distribuídos em todo o Estado como escolas, instituições e órgãos federais, estaduais e municipais. Nesses pontos, a população terá acesso à internet, além de colaboradores que poderão orientar sobre como votar nas propostas eleitas durante as escutas territoriais.

ESCUTAS

Durante os meses de julho e agosto, o Governo do Estado realizou as escutas territoriais, nas quais foram ouvidas as sugestões dadas população maranhense. Nelas, a população elegeu propostas do Plano Plurianual 2016-2019 para serem direcionadas para a votação on-line e, em seguida, serem encaminhadas ao governador Flávio Dino, para assim, serem deliberadas e priorizadas. Foram visitados os territórios de Cocais, Baixada Ocidental, Cerrado Amazônico, Centro Maranhense, Alto Turi Gurupi, Cerrado Sul, Médio Mearim, Baixo Parnaíba, Vale do Pindaré, Campos e Lagos, Sertão do Maranhão; Lençóis Munim; Vale do Itapecuru; e Vale do Mearim.

A votação das propostas do Orçamento Participativo será encerrada no dia 31 do agosto. No dia seguinte ao fim da votação, o resultado será divulgado na plataforma digital Participa MA (www.participa.ma.gov.br) e no site da Sedihpop (www.sedihpop.ma.gov.br).

Dúvidas? Acesse o site www.participa.ma.gov.br e ou ligue para o número (98) 9 9903-8819.

 

Atividade apícola do Território Turi-Gurupi ganha destaque durante realização da Agritec

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Público na Agritec confere demonstração prática da coleta do mel, feita pelo técnico Joselias Castro

O território Turi-Gurupi é caracterizado pelo número elevado de propriedades baseadas na agricultura familiar e em experiências voltadas para atividade agropecuária, com destaque para a criação racional de abelhas, vista como um mecanismo acessível de geração de renda para as famílias rurais na região. Com o objetivo de valorizar a produção local e promover a troca de conhecimentos sobre inovações tecnológicas, produtores, técnicos, professores, pesquisadores e estudantes, estiveram reunidos durante a sétima edição da Feira da Agricultura Familiar e Agrotecnologia do Maranhão (Agritec), realizada no município de Zé Doca, entre 04 e 06 de agosto.

Foram mais de 100 inscritos nos cursos e palestras sobre abelhas do tipo africanizada (ApisMelifera), espécie com ferrão associadas à apicultura, e nos cursos de abelhas sem ferrão, do tipo Tiúba (MeliponaFasciculata), nativas da região amazônica maranhense, cuja atividade é conhecida como meliponicultura. A programação contou também com práticas desenvolvidas no espaço tecnológico para demonstração das espécies e comercialização de produtos durante o evento.

Presente em todas as edições da Feira, o biólogo e diretor de Pesquisa da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural – Agerp, José Malheiros, responsável pela coordenação do projeto de apicultura e meliponicultura, aponta para a grande novidade da Agritec Zé Doca, o curso sobre a criação de Abelha Rainha, a mais importante da colmeia.

“A região é a que mais produz mel de abelha africanizada no Maranhão, com cerca de 120 toneladas por ano e média de 800 produtores, e nesta Agritec inovamos com o treinamento para a criação de abelhas rainhas, abordando as técnicas adequadas de manejo, voltadas para quem já possui contato com a atividade, fortalecendo e aumentando a produtividade do mel. Tivemos também o curso de criação racional para iniciantes, com adoção de técnicas de manejo para esta área, ainda pouco difundida”, disse o diretor.

“Mais Produção”

O Governo do Estado, por meio das ações do Sistema Estadual de Produção e Abastecimento (Sepab), lançou o Programa ‘Mais Produção’, definindo as 10  principais cadeias produtivas para o desenvolvimento do Maranhão, que agregam esforços das secretarias e órgão estaduais vinculados à agricultura, produção e assistência técnica, tais como, a Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (Saf) e Agerp, que juntas coordenam sete cadeias: Feijão, Mel, Ovinocaprino, Hortifruti (Caju) e Hortifruti (Abacaxi), Mandioca e Aves caipiras.

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Diretor da Agerp, José Malheiros, ministra curso sobre criação racional de abelhas e produção de abelhas rainhas

O presidente da Agerp, Júlio César Mendonça, aponta para a importância do aperfeiçoamento das cadeias produtivas, que durante a Agritec tiveram um grande espaço de discussão.

“A Agerp, junto Ao Sistema Saf, trabalha em ações conjuntas para corrigir as lacunas deixadas no Estado por tantos anos, tendo sempre em vista possibilitar a ampliação do desenvolvimento rural sustentável, aumentar a produção, o conhecimento e a renda das famílias no campo. Levamos para a Agritec palestras sobre Ovinocaprino, Mel, Hortifruti e espaço tecnológico do Feijão Caupi, reafirmando o papel da Agerpe, sua função social para o Maranhão”, disse o Júlio César Mendonça.

O Governo do Estado, por meio da Agerp,destina apoio aos apicultores maranhenses com a estruturação e modernização dos locais de produção, como o Entreposto de Mel de Junco do Maranhão, da Casa de Mel de Santa Luzia do Paruá e o Núcleo de Criação de Abelhas da Uema, em São Bento.

José Malheiros destaca a participação da Agência para o desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Mel “A Chamada Pública para revitalização das agroindústrias da região do Alto Turi será publicada ainda esse ano e o edital para a compra de equipamentos e revitalização do núcleo de criação racional de abelhas em São bento será lançado até o final de agosto. A Saf e Agerp também garantiram a contratação de mais dois técnicos especialistas, que prestarão assistência técnica aos agricultores da região”, frisou o biólogo.

“Com a realização das Agritecs, promovidas em todos os territórios do Maranhão, o Governo tem levado conhecimento e produção em diversas áreas, em especial, as abordadas nas cadeias produtivas trabalhadas pela SAF. Acreditamos que a partir da assistência técnica contínua e permanente, promovida em parceria com a Agerp, iremos alavancar o desenvolvimento do setor produtivo e a vida dos agricultores familiares”, disse o secretário de Estado da Agricultura Familiar, Adelmo Soares.

 

Fonte: Agerp

11/08/2016

Agritec Zé Doca: Tecnologia alternativa substitui uso do fogo no preparo do solo

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Foto: Divulgação

Uma nova alternativa de cultivo que dispensa o uso de queimadas foi demonstrada para técnicos, representantes de associações e movimentos sociais durante a realização da Feira de Agricultura Familiar e Agrotecnologia do Maranhão (Agritec), entre os dias 4 e 6 deste mês, no município de Zé Doca.

Com foco para a agricultura familiar, o ‘Triturador de capoeira’ é um equipamento preso a um trator de rodas, que tritura a vegetação conhecida como capoeira e que após este processo, fertiliza o solo com os resíduos orgânicos conseguidos, promovendo o aumento da produtividade na propriedade e impedindo a emissão de carbono, substituindo também o uso do fogo, tradicionalmente utilizado pelas famílias rurais no preparo do solo e abertura de novas áreas agrícolas.

O projeto para soluções de plantio direto com manejo de capoeira foi iniciado há 10 anos pela Embrapa Amazônia Oriental, com apoio da Embrapa Cocais, e agora ganha um grande incentivo com a proposta de parceria com o Governo do Estado, por meio do Sistema SAF, composto pela Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (SAF), Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp) e Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma).

“Com o triturador os agricultores poderão evitar os impactos negativos da queimada no meio ambiente, ampliar a flexibilidade do período de plantio, além de melhorar as condições físicas, químicas e biológicas do solo. A grande novidade é a que o Governo Flávio Dino vai incorporar esse equipamento nas patrulhas mecanizadas, e os agricultores familiares vão passar a demandar o uso do equipamento, com apoio do Sistema SAF e instruções fornecidas pela Embrapa”, informou o pesquisador Carlos Freitas, que coordenou a demonstração prática do equipamento durante a Agritec Zé Doca.

Carlos Freitas destacou, também, que os agricultores familiares de Zé Doca já conhecem esta inovação tecnológica, em virtude da realização do Dia de Campo, palestras e experimentos realizados no assentamento PA Belém, Vila Boa Esperança, local escolhido para a realização da Agritec.

O presidente da Agerp, Júlio César Mendonça, participou da demonstração e destacou a importância das ações integradas entre a Agerp e a SAF, colaborando com a prestação de assistência técnica para os agricultores e a possibilidade de viabilização dos equipamentos para cooperativas e associações por meio da Chamada Pública do Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Foto: Divulgação

“Uma forma dos municípios conseguirem este incremento tecnológico é a Chamada Pública do BNDES, com R$ 6 milhões em recursos disponíveis para apoiar a elaboração de projetos voltados para o fortalecimento de empreendimentos de comunidades de baixa renda no estado, que devem ser inscritos até 5 de setembro. Estamos diante de uma possibilidade real de desenvolvimento da agricultura familiar, vamos mobilizar todos os gestores da Agerp, beneficiando os agricultores e o meio ambiente”, disse o presidente.

O representante da Cooperativa Mista das Áreas de Reforma Agrária do Vale do Itapecuru (Coopevi), Francisco Cruz, esteve presente, cedendo o equipamento que foi entregue em maio, no assentamento Cristina Alves, em Itapecuru-Mirim, para a atividade prática durante a Agritec.

“A patrulha agrícola que recebemos é multifuncional, faz o preparo inicial do solo, aradagem e gradagem. Agora temos a possibilidade de plantarmos mais e mantermos a fertilidade do solo, respeitando as características de cada localidade, como o solo de Itapecuru, que é arenoso e dependente de matéria orgânica para reestruturação. Uma saída viável para substituir o fogo”, pontuou o representante da Coopevi.

O secretário de Estado da Agricultura Familiar, Adelmo Soares, reafirmou o relevante papel da Agritec para o desenvolvimento do Maranhão. “O objetivo da Agritec é levar e transferir tecnologia para o agricultor familiar, pois, somente dessa forma será possível aumentar a produtividade, a renda dessas famílias e consequentemente a qualidade de vida. Este é um evento que fortalece as parcerias em prol do conhecimento para o homem do campo”, declarou Adelmo Soares.

Fonte: Agerp

07/08/2016

Diversidade genética na avicultura maranhense é discutida na Agritec Zé Doca

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Galinhas da raça ‘canela-preta’ são apresentadas na Agritec Zé Doca

Durante a Feira da Agricultura Familiar e Agrotecnologia do Maranhão (Agritec Zé Doca), a primeira realizada no território Turi/Gurupi, os agricultores familiares e visitantes tiveram a chance de conhecer um pouco mais sobre a galinha nativa “Canela-Preta”, expostas em uma das vitrines tecnológicas do evento, no intuito de resgatar essa raça no Maranhão.

A reintrodução das aves “Canela-Preta” está sendo realizada por meio do projeto “Produtores do Futuro”, desenvolvido pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) junto com instituições de pesquisas, como a Embrapa Meio Norte e escolas agrícolas.

No Maranhão, nos municípios de Timon, Codó, Alto Alegre e Itapecuru-Mirim, uma parceria entre o Governo do Estado, por meio do Sistema da Agricultura Familiar, com a UFPI, está desenvolvendo o projeto que busca resgatar a criação da galinha geneticamente de raça pura.

A raça de galinha caipira “Canela-Preta” é caracterizada por possuir tarso e falanges de coloração preta, corpo predominantemente preto e possuidoras de uma carne de coloração mais escura, se comparado com as demais galinhas caipiras brasileiras.

Para o presidente da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), Júlio César Mendonça, a Agritec Grajaú deu oportunidade aos agricultores de conhecer esta raça de ave como uma alternativa de criação devido à pouca dependência de insumos externos.

“Os agricultores conhecem essas galinhas, mas que ficaram perdidas no tempo e queremos resgatá-las no Maranhão,” enfatizou o presidente da Agerp, Júlio César Mendonça.

De acordo com a pesquisadora da UFPI, Débora Carvalho, essas galinhas de raça “Canela-Preta”, também conhecidas como “jacú”, são nativas do Nordeste e o projeto está sendo aplicado no Piauí e agora no Maranhão. O estado piauiense, conforme Débora, possui 21 municípios trabalhando com esta raça.

“Estas aves existem no Maranhão, mas mestiçadas com outras raças de aves. E nós estamos trabalhando para trazê-las de volta de material purificado para seus estados de origem”, disse Debora Carvalho.

O projeto é implantado para famílias que possuem aptidão a este tipo de atividade e ainda é desenvolvido nas escolas agrícolas dos municípios como didática para o ensino e para nucleação das aves para a região.

A reintrodução destas aves no Maranhão é uma alternativa viável para os agricultores familiares por ser de fácil manejo e com valor comercial agregado de comercialização por ser uma raça pura geneticamente.

No município de Timon, na comunidade Buritizinho, uma família foi beneficiada há cinco meses com o projeto das aves “Canela-Preta”. De acordo com o gestor Regional da Agerp do município beneficiado, Aécio Borges, que presta assistência técnica no povoado, a família de agricultores já desenvolvia a atividade de criação de aves e a Regional levou a proposta para o projeto.

Fonte: Agerp Texto: Samara Andrade

05/08/2016