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Agerp lança programa artesanal na I Feira de Artesanato Natalino de Caxias

O escritório regional de Caxias da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Agrícola, (Agerp), órgão da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes),  lançará no próximo dia 28, às 8h, na praça da Matriz (Caxias), durante a  I Feira de Artesanato Natalino e da Reunião -, o projeto Cores do Sertão Maranhense.

O empreendimento envolve cerca de 60 mulheres quebradeiras de coco da região dos Cocais  na produção de peças artesanais –  a partir da folha da palmeira babaçu (clorofila), tais como:   enfeites para presentes e decoração natalina, flores para casamento, aniversários, dentre outros adereços utilizados em ocasiões festivas.

O projeto objetiva o  fortalecimento das mulheres agricultoras familiares  que  tiram do babaçu o seu sustento e da família. Além disso, objetiva ainda o fortalecimento das políticas de melhoria da qualidade de vida da população maranhense  com o uso dos recursos naturais e de incentivo às agricultoras familiares.

Geração de renda

A partir do lançamento, a iniciativa se propõe a ser  ampliada por meio  de ações de curto, médio e longo prazo, para o desenvolvimento de atividades geradoras de renda a partir das riquezas naturais existentes nas  demais regiões do Estado, tendo como modelo o projeto macro de Caxias.

Inicialmente a equipe da Regional, desenvolveu ações durante quatro meses,  com mulheres das comunidades rurais de  Barro Vermelho, Boca da Mata,  Morro e Maribondo. O contato com as quebradeiras de coco daquela região deu-se por intermédio da mobilização, sensibilização, capacitação e orientação desde o processo produtivo até a comercialização, tendo como principais parceiros, o Serviço de Pequenas e Médias Empresas do Maranhão, (Sebrae),  a Câmara dos Diretores Lojistas do Maranhão, (CDL) e o Banco do Nordeste do Brasil, (BNB).

A engenheira agrônoma, gestora regional  e autora do programa,  Marta Surama, se diz muito feliz com a contribuição que tem dado a essas famílias, uma ação, conforme define, capaz de trazer  visão de empreendedorismo.

“Sinto-me feliz, com a sensação de que todos somos capazes de fazer as coisas acontecerem”, ressaltou, enfatizando que a iniciativa  revela quão capaz é o maranhense. “O que falta é motivação”, destacou ela, que acompanhou de perto todo o processo de produção das peças juntamente com as artesãs e instrutoras.

Surama diz acreditar no Maranhão, nas pessoas  e na capacidade de cada um e em suas  potencialidades. “Acredito também que o governo pode mudar a e vir a se tornar um dos mais ricos e importantes do Nordeste”.

Presidente da Agerp recebe deputado e discute investimento na agricultura familiar

O presidente da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), Jorge Fortes, recebeu no início desta semana, o gestor da Regional de Pedreiras, Leônidas Castro Bezerra, acompanhado do deputado estadual Raimundo Louro, (PR) e do o vice-prefeito eleito de Trizidela do Vale, Vinícius Louro.

O presidente da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), Jorge Fortes, recebeu no início desta semana, o gestor da Regional de Pedreiras, Leônidas Castro Bezerra, acompanhado do deputado estadual Raimundo Louro, (PR) e do o vice-prefeito eleito de Trizidela do Vale, Vinícius Louro.

Na ocasião, foram discutidas as perspectivas de um alinhamento mais efetivo entre o setor público e a agricultura familiar de Pedreiras, por meio de propostas de desenvolvimento de parceria com as lideranças para o fomento das melhorias dessa regional.

A ideia, de acordo com o parlamentar, é fomentar emendas a fim de que sejam elaborados projetos para a incrementação da agricultura familiar local. Jorge Fortes, disse na oportunidade que os esforços buscados para o bom atendimento das dezenove regionais é imprescindível, por isso, segundo ele, vale a pena apostar em parceiras para o sucesso, em um futuro bem próximo.

“Estou adequando às demandas e vislumbrando resolver no momento, os problemas emergenciais que são demandados e que não podem ser acumulados, uma vez que são prioridades”, destacou o presidente da Agência.

Por sua vez, Raimundo Louro ressaltou a importância do trabalho desenvolvido por esta Agência, haja vista a melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares e a redução da pobreza extrema no Maranhão.
“Precisamos buscar recursos federais, através de emendas, e destiná-los a área de atuação da Agerp, ou seja, pensar em melhorar a vida dos nossos agricultores familiares”, enfatizou o deputado.

Uma comitiva envolvendo o parlamentar e o gestor da Agerp deverá seguir à Brasília ainda este ano, quando serão visitados deputados da bancada do Maranhão, a fim de quem sejam apresentados projetos e solicitadas emendas que fortalecerão as ações da Agerp por todo o Estado.

 

Agerp implanta programa de ginástica laboral para seus colaboradores

Servidores  da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), foram presenteados com o programa de ginástica laboral. Desde o capa ginásticainício deste semestre, sessões ocorrem  duas vezes na semana, ao término do expediente,  no  espaço físico da Agência. A iniciativa faz parte das políticas de melhoria da qualidade de vida dos colaboradores, pensada pela atual administração.

A Ginástica Laboral analisa a importância da reeducação postural, alívio do estresse, relaxamento das tensões, dentre outros benefícios.   A prática tem a finalidade de valorizar a as atividades físicas como instrumento de promoção de saúde e prevenção de lesões como LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).

Nas  sessões, são executados  exercícios físicos educativos de alongamento, respiração, reeducação postural, controle corporal, percepção corporal, fortalecimento das estruturas não trabalhadas e compensação dos grupos musculares envolvidos nas tarefas operacionais, respeitando o limite fisiológico e vestimenta de cada colaborador. A duração ideal das sessões varia de 10 a 15 minutos e podem ser desenvolvidas durante o expediente de trabalho.

Redução de tensões

De acordo com a fisioterapeuta Isabela Dickel, responsável por esse campo na Agerp,  logo depois da inauguração  do programa, diversos servidores a procuraram para saber mais sobre os resultados promovidos pela ginástica laboral. Outros,  porém,  revelaram  a redução das tensões  sentidas com o fluxo do trabalho. Revelaram ainda segundo Dickel,  o aumento da produtividade depois  de participar dos exercícios .

“Percebo o aumento de interesse dos servidores  pelo relaxamento que proporciona e principalmente pela interação entre os colegas”, disse  a fisioterapeuta.

Quem concorda com a instrutora é a engenheira agrônoma Nathália Bandeira, que se diz assídua. “É uma boa iniciativa já que atende às necessidades do corpo, da mente, servindo  como fonte de distração e relaxamento durante o exercício do trabalho cotidiano”, destacou.

Também ligada nos exercícios, Ana Lurdes Costa Sousa, afirma ser a iniciativa válida, haja vista os servidores necessitarem deste momento para se alongar e descontrair depois de um dia de trabalho.

“A Agerp está no caminho certo. Várias empresas e instituições já investiram  neste tipo de programa. A atividade física em curso,  serve para relaxar depois de uma tarde de trabalho e ainda, serve para fazer a  interação entre os colegas”, destaca ela.

Termina a I Conferência Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural

Foi encerrada em São Luís a I Conferência Estadual de Ater – I Ceater, que teve como tema a Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária e o Desenvolvimento Sustentável do Maranhão Rural. Os debates foram realizados na sexta (23) e sábado (24), no auditório do Centro de Estudo Sindical Rural (Cesir/Fetaema), na Estrada do Araçagi.

Participaram 306 delegados das mais diversas regiões do estado, sendo 50 representando o poder público, 132 de instituições da agricultura familiar, 55 técnicos da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), 47 de entidades não governamentais prestadoras de serviços de Ater e 21 conselheiros do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (Cedrus).

“Sentamos todos para discutir uma política de assistência técnica para construir propostas que beneficiassem a agricultura familiar. Elas vão ser apresentadas na I Conferência Nacional e vão influenciar as proposições para a política nacional de Ater”, destacou o secretário de Apoio Institucional da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (Sedagro) e secretário executivo do Cedrus, e um dos coordenadores da conferência, Jadson Medeiros do Lago.

Ele informou que dos 36 delegados maranhenses eleitos para participarem da conferência nacional, 2/3 representam a sociedade organizada (24 delegados) e 12 representam o poder público, além do secretário executivo do Cedrus que também irá a Brasília representado o Maranhão na conferência nacional.

Jadson Medeiros adiantou também que do total de instituições participantes, 24 representam o poder público, 22 as instituições de agricultura familiar, 29 representam entidades não governamentais executoras de Ater, 01 entidade governamental executora de Ater (Agerp-MA) e 21 conselheiros do Cedrus.

“A conferência foi um momento importante para o nosso Estado, existe uma confluência de interesses para essa discussão sobre a criação de uma lei e de um sistema estadual de assistência técnica, pontos que estão sendo referendados neste debate”, disse o delegado federal do Desenvolvimento Agrário no Maranhão, Ney Jefferson Teixeira.

“Por ter sido a primeira conferência, esse acontecimento foi um marco, com uma participação muito ativa do governo, das empresas privadas, movimentos sociais e sociedade civil. Já é um sucesso, um começo que pode ser traduzido em avanços para a assistência técnica no Estado. Está sendo bem representativo, bem participativo, a base está discutindo”, destacou o presidente da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura n Estado do Maranhão (Fetaema), Francisco Sales.

“Foi uma ação preparatória. Discutimos um documento base encaminhado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, fazendo proposições que vão ser apreciadas na conferência nacional em Brasília, em abril. Foi uma discussão com todos os parceiros, o documento sai mais fortalecido”, informou o presidente da Agerp, Jorge Fortes.

“Paramos durante dois dias para refletir as coisas boas e também o que não está bem, as ações e os instrumentos legais para melhorar a assistência técnica e implantar a política nacional de Ater. Há um compromisso de todos pela criação da Lei de Ater no estado e pela revisão da gestão e dos papéis do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável”, falou a representante do Sistema de Assistência Técnica (Rede Sisater), Marluze Pastor.

“A conferência reuniu agricultores familiares de vários segmentos, indígenas, quilombolas, extrativistas, organizações de mulheres rurais, técnicos do Estado, prestadoras de serviço de Ater e a intenção é rever e estabelecer um novo sistema de Ater com mais compromisso com a agricultura familiar. É preciso efetivar o compromisso do Governo Brasileiro com a agricultura familiar e com o reconhecimento do trabalho das prestadoras de serviço não governamentais de Ater, para que o Estado possa dar a elas melhores condições de trabalho”, completou Marluze Pastor.

A coordenação do evento foi feita pelos Governos Estadual e Federal, por meio da Sedagro, Cedrus, Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário no Maranhão (DFDA-MA) e MDA, com execução do Instituto Terra, em parceria com diversas instituições.

Ao final da conferência foi aprovada a reivindicação da garantia aos agricultores familiares a elaboração do projeto e o acompanhamento gratuito para acesso às linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a necessidade de realização de concurso público e implementação de um plano de cargo, carreiras e salários e criação do cargo/função de extensionista rural de nível médio e superior na Agerp, além de uma série de reivindicações com relação à merenda escolar, para que as alterações que estão sendo gestadas na Coordenação Nacional de Alimentação Escolar e no Ministério da Educação não promovam mudanças que prejudiquem a inclusão social e produtiva da agricultura familiar.

Agerp coordena entrega de produtos da agricultura familiar em Codó

No último dia 23 de março, agricultores familiares da Vila Fomento, localizada no município maranhense de Codó, que fazem parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), entregaram produtos à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A entrega foi acompanhada pela equipe da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (AGERP), órgão vinculado à Sedagro, que executa o programa no Estado e presta assistência técnica e extensão rural direta à comunidade a fim de garantir a qualidade da produção.

O Programa

O programa criado em 2003 é uma das ações do Fome Zero e tem como objetivo adquirir, com dispensa de licitação, produtos agropecuários produzidos por agricultores familiares que estejam enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com destinação ao atendimento das necessidades de suplementação alimentar e nutricional das pessoas atendidas por programas sociais, instituições governamentais ou não governamentais integrantes da rede socioassistencial.

Assim, os produtos adquiridos pela Conab diretamente dos agricultores familiares de Codó, como banana, quiabo, vinagreira, milho-verde, cebolinha, coentro, alface, maxixe e pepino, serão doados a entidades socioassistenciais. É a chamada modalidade compra direta local da agricultura familiar com doação direta que promove a diminuição do êxodo rural, a geração de trabalho e renda familiar, a organização da produção, a melhoria do poder aquisitivo da população rural, a diversificação das atividades e a agregação de valores aos produtos agrícolas.

Famílias de Humberto de Campos ganham títulos de terra

O Governo do Estado entregou, na sexta-feira (23), no Auditório da Escola Erundine Silva, no município de Humberto de Campos, títulos de terra de domínio comunitário a 140 famílias dos povoados Achui e Papagaio, dos municípios de Humberto de Campos e Primeira Cruz, respectivamente. Com isso o governo dá um passo importante garantindo o acesso das famílias a políticas públicas e a créditos agrícolas, estimulando a produção, gerando oportunidade de trabalho e a melhoria da qualidade de vida no campo.

“Este é o objetivo maior da governadora Roseana Sarney, que encontra no prefeito Ribamar Fonseca, de Humberto de Campos, e no prefeito Sérgio Albuquerque, de Primeira Cruz, pontos de apoio para que programas, projetos e ações do Governo do Estado possam acontecer e possam ser vitoriosos”, disse o secretário chefe da Casa Civil Luis Fernando Silva.

O secretário chefe da Casa Civil, que representou a governadora Roseana Sarney na solenidade, estava acompanhado do secretário de Assuntos Políticos, Hildo Rocha, e do diretor presidente do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), Luis Alfredo.

Ao todo são mais de 2.700 hectares de terras entregues às famílias, beneficiando mais de 800 pessoas. Luis Fernando destacou que não se pode falar em desenvolvimento, em melhoria de qualidade de vida, sem a valorização do pequeno agricultor, e é isso que o governo está fazendo com a entrega dos títulos de propriedade de terra.

O prefeito de Humberto de Campos, Ribamar Fonseca disse que a entrega dos títulos de posse da terra representa tranquilidade para as famílias, que tinham como um dos grandes problemas trabalhar em áreas onde havia certeza do domínio. “Tenho certeza que esses trabalhadores rurais a partir de hoje se sentiram outros, porque trabalharão com a segurança de que ninguém vai disputar a posse de sua terra.”, destacou.

O secretário Hildo Rocha lembrou que desde o seu primeiro mandato Roseana Sarney vem trabalhado na promoção da reforma agrária no estado e que no governo atual está retomando este programa. “Agora, por meio do Iterma, o governo está beneficiando várias famílias, dando um primeiro passo para que o Estado possa incluir esses produtores rurais no mercado, na economia moderna, para que eles possam contribuir para o desenvolvimento do Maranhão”, disse.

Meta

A regularização das terras devolutas do estado faz parte de uma programação que deve ser concluída até 2015. “Estamos fazendo esta regularização com recursos próprios do Estado ou em convênio com o Governo Federal. Hoje o Maranhão já tem o maior número de assentamentos de terras, totalizando mil, beneficiando cerca de 200 mil famílias em todo o estado”, informou diretor presidente do Iterma, Luis Alfredo.

Para quem há anos esperava o título da terra, o momento foi de alegria e agradecimento. A agricultora Adelaide Pereira Mota, de 92 anos, fez questão de participar do evento e com um sorriso no rosto disse estar muito feliz em ter agora a posse definitiva da terra. “Trabalhei minha vida toda em uma terra que não era de fato minha, agora estou feliz com o título da terra”, disse.

Os presidentes da Associação de Moradores do povoado Papagaio, Enesio Pereira, e do povoado Achui, Raimunda Carneiro Barros, também agradeceram o benefício e destacaram o que ele representa para as comunidades. “Este título vai fortalecer a associação e o trabalho das comunidades com acesso a créditos para melhorar a produção”, disse Enesio Pereira.

Para Raimunda Carneiro a posse da terra é um estimulo para as famílias que agora vão produzir em uma área que ninguém mais poderá questionar a posse. A solenidade contou com a participação de produtores rurais, presidentes de associações comunitárias, secretários municipais, ex-prefeitos e vereadores.

BNDES visita comunidade rural

O gerente da área do Agronegócio e Inclusão Social, Guilherme Franco Montoro, e o assessor jurídico, advogado Caetano Torres, do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), visitaram, na última quinta-feira (22 de março), com uma equipe do Governo do Estado, as comunidades rurais Piqui da Rampa (município de Vargem Grande) e Cariongo III (Miranda do Norte).

A comitiva, liderada pela secretária de Estado do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Conceição Andrade, e pelo superintendente do Núcleo Estadual de Programas Especiais (Nepe), César Rodrigues Viana, apresentou aos representantes do BNDES o trabalho realizado pelas comunidades rurais.

As comunidades tiveram projetos selecionados e aprovados pelo Edital 01/2011, lançado em, 28 de outubro de 2011, de empreendimentos da agricultura familiar e de economia solidária, com propostas de inclusão produtiva nos Arranjos Produtivos Locais (APL).

Os recursos disponibilizados pelo Edital foram demandados por associações de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, remanescentes de quilombos rurais, produtores rurais, pescadores artesanais, extrativistas, silvicultores, indígenas, aquicultores, economia solidária  e cooperativas de produção, garantindo a democratização do acesso aos recursos do Fundo Maranhense de Combate a Pobreza (Fumacop/Seplan) e aos recursos de eventuais fontes adicionais  não reembolsáveis do BNDES.

A parceria do Governo do Estado e BNDES, para o biênio 2012/2013, aponta para uma nova forma de incentivar o desenvolvimento de bases produtivas familiar do meio rural, dando-lhes uma maior mobilidade de interiorização e territorialização dos arranjos produtivos locais, tendo como vetor a geração de renda e trabalho, proporcionando novas oportunidades nas dimensões do desenvolvimento local sustentável e que podem contribuir para valorização das vocações locais e regionais, capazes de tornar o seu espaço geográfico, com diversos pólos sociais e econômicos bem dinâmicos.

Participam do trabalho de combate à pobreza rural, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (Sedagro), o Nepe, a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma) e as secretarias de Estrado de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), Desenvolvimento Social (Sedes) e Igualdade Social (Seir).

“Estamos sentido avanços sociais nas comunidades Pique da Rampa e Cariongo III. Trabalhamos no sentido de conseguir recursos federais, de convênio e transferências, estaduais e do Fumacop, que serão fundamentais para o desenvolvimento do Maranhão, na ordem de R$ 500 milhões” afirmou a secretária Conceição Andrade.

O superintendente do Nepe, César Viana, destacou o excelente nível de organização da comunidade de Piqui da Rampa e levou a comitiva para conhecer os trabalhos de construção de uma barragem, viabilizada pelo Nepe, que vai garantir água para a lavoura.

“Aqui existe uma produção significativa e bastante diversificada de hortaliças, melancia, feijão, milho, quiabo, pepino, couve-flor, pimentão, abóbora e que já abastece as feiras de Vargem Grande, Nina Rodrigues e até São Luís, além de comercializar esses produtos com a Conab, através do programa de Aquisição de Alimento e com a prefeitura municipal para a Merenda Escolar. com o apoio do prefeito municipal”, disse o superintendente.

César Viana apontou os benefícios que a parceria Sedagro /BNDES vem propiciando à comunidade do Cariongo III, como a compra de um trator, a ampliação e melhoria de três pequenas barragens, aquisição de duas estufas e fertilizantes. No Cariongo III a produção de acerola, banana, mandioca, arroz e macaxeira vai para as feiras de Miranda do Norte e Anajatuba, além da Conab.

O gerente do BNDES, Guilherme Montoro, considerou positivas as visitas e destacou as comunidades pelos trabalhos apresentados, união e motivação. “Essas comunidades deverão servir de referência para outras comunidades, pois as mesmas terão o nosso apoio”, concluiu.

Participaram da comitiva o secretário adjunto da Sedagro e gestor do projeto, Paulo Roberto Lopes, o presidente da Agerp, Jorge Fortes, o diretor do Fumacop, Nairo Balata e o prefeito de Vargem Grande, Miguel Fernandes.

Agerp promove em Chapadinha curso sobre cadeia produtiva da mandioca

A Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e  Extensão Rural do Maranhão (Agerp) realizou entre os dias 27 e 29 de março, o curso de capacitação Cadeia Produtiva da Mandioca, na cidade de Chapadinha, a 256 quilômetros de São Luis. A iniciativa foi direcionada aos vinte e oito técnicos que atendem aos escritórios regionais de Itapecuru- Mirim e Chapadinha e teve como objetivo atender a uma necessidade apresentada pela região, uma vez ser esta uma das principais produtoras da mandioca do Estado.

A ação faz parte do Convênio 024 firmado entre a Agerp  e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), para atender 30 mil famílias nos 217 municípios do Maranhão e encerra o ciclo de 04  cursos  sobre o aproveitamento da mandioca. Nessa etapa, a Agerp  contou com a parceria do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Instituto para o Desenvolvimento Sócio Ambiental (Idesa), além da coordenação local e regional da Agência.

Durante os três dias do encontro, o instrutor Dorival Silva Araújo tratou de questões relacionadas aos aspectos da plantação da mandioca, da tecnologia para investimento, comercialização e melhoria do produto, dentre outros temas.

Além de aulas práticas, a coordenação levou a equipe a uma visita à comunidade Vila União (povoado Ladeira), quando foi recebida pelo agricultor Antônio dos Santos Abreu (presidente da Associação dos Moradores da Vila União) e associados, para treinamento  com as técnicas avançadas da produção da farinha de mandioca e seus subprodutos.

“Bastante positiva a experiência no sentido de passar conhecimento aos técnicos da Agerp das duas regionais, para que assim eles possam se aperfeiçoar cada vez mais nesse processo de assistência técnica e extensão rural”, destacou Dorival Araújo, ao tempo que completou dizendo que “as informações que foram repassadas, compõem o básico para que os profissionais recém contratados tenham conhecimento da nova Política de Assistência Técnica e Extensão”.

“Para mim foi bastante positivo. Descobri novas experiências e novos conhecimentos. Funcionou como uma forma de interação, além do mais foi uma excelente iniciativa da Agerp, sem contar que o instrutor tem conhecimento amplo sobre o assunto. Ganhei muito ao participar, haja vista que, a partir de agora, poderei repassar aos agricultores familiares que assisto”, ressaltou Marcos Adriano, da regional de Itapecuru- Mirim.

No entendimento do coordenador do IDESA, Osvaldo Albuquerque, todos os momentos da capacitação foram importantes, mas destaca principalmente, a visita técnica à comunidade Vila União. “A visita à comunidade para mim foi o ponto alto. Para mim, ficou acima do esperado”, disse, afirmando ser a parceria com a Agerp nesta ação extremamente satisfatória, tanto por parte da coordenação local, quanto da regional.

Regional de Cocais visita comunidades produtoras de pepino

No último dia 26, técnicos da Agerp da regional dos Cocais realizaram uma visita à comunidade Barriguda, no município de Coroatá. As 22 famílias que residem na comunidade, para a qual a agência presta assistência técnica contínua, receberam sementes da agência e hoje cultivam milho, pepino, feijão e arroz numa área de 7 ha.

Recentemente os agricultores colheram uma produção de 70 kg de pepino, que foi vendida para a Conab, como parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ação do Programa Fome Zero.

Essa ação garante a compra direta da agricultura familiar com doação direta para escolas e órgãos assistenciais, entre outros, e promovendo assim a diminuição do êxodo rural, a geração de trabalho e renda familiar, a organização da produção, a melhoria do poder aquisitivo da população rural, a diversificação das atividades e a agregação de valores aos produtos agrícolas.

 

 

 

 

Seminário em Chapadinha debate avanços do Garantia Safra no Maranhão

Nos últimos três anos, o Programa Garantia Safra deu um salto de 150% no Maranhão quanto à adesão de agricultores familiares. O estado avançou de 5.153 inscritos em 2009 para 12.890 em 2011. E para que não haja problemas no repasse das informações dos agricultores cadastrados, as novas diretrizes do programa foram o tema de treinamento realizado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (Sedagro), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário no Maranhão (DFDA/MA), semana passada, nos municípios de Chapadinha e Coroatá.

O Maranhão é o terceiro estado a receber a capacitação. O novo sistema digital está em operação nesta safra 2011/2012, já tendo sido implantado nos estados de Minas Gerais e na Bahia. “Para a safra 2012/2013, o estado tem como meta atingir uma adesão de 15 mil agricultores familiares”, ressaltou o coordenador estadual do programa no Maranhão, Giancarlo Pinheiro Rosa.

O curso é preparatório para que os técnicos da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), responsável pela execução do programa no Estado, e as prefeituras municipais que aderiram à safra 2011/2012 possam acessar o sistema de informações do Seguro da Agricultura Familiar (SEAF), que agora está totalmente digital. A solicitação de vistorias e encaminhamento dos laudos eletrônicos de vistoria, tudo agora é online.

“Antes, havia demora no envio das informações, extravio de documentos, as informações chegavam incompletas, o que atrasava a verificação das perdas na produção. No novo sistema online, entre a solicitação da vistoria pela prefeitura até a digitalização dos laudos pelo técnico vistoriador, o tempo gasto caiu, em média, de 6 meses para cerca de 35 dias”, afirmou a coordenadora nacional do Programa Garantia Safra, do MDA, Dione Freitas.

Na terça-feira (27), a capacitação ocorreu na cidade de Chapadinha, com técnicos de 20 dos 28 municípios maranhenses que aderiram ao seguro na safra 2011/2012. Participaram representantes de Chapadinha, Buriti, Mata Roma, Anapurus, São Benedito do Rio Preto, Brejo, Paulino Neves, Duque Bacelar, Nina Rodrigues, Presidente Vargas, Itapecuru-Mirim, Santa Rita, Matões do Norte, Miranda do Norte, Cantanhede, Pirapemas, Vargem Grande, Belágua, Água Doce do Maranhão e Tutóia.

O treinamento em Coroatá foi realizado, na quinta-feira (29), no Centro de Treinamento da Secretaria Municipal de Saúde, reunindo técnicos de oito municípios que aderiram ao programa na safra 2011/2012. São eles: Dom Pedro, Alto Alegre, Pio XII, Codó, Coroatá, Caxias, Pedreiras e Trizidela do Vale. No evento foi apresentado aos participantes o novo consultor do Garantia Safra para o Maranhão, Sayd Zaidan.

Ao todo, 70 técnicos participaram do treinamento. Além do treinamento sobre o acesso ao novo sistema informatizado, os técnicos também esclareceram dúvidas no preenchimento dos laudos de vistoria.

De acordo com Giancarlo Pinheiro Rosa, a próxima ação da coordenação estadual do programa no Maranhão será a realização de 14 seminários de mobilização e sensibilização dos agricultores para a safra 2012/2013. As atividades estão programada para começar no mês de abril, visto que as inscrições serão iniciadas no dia 1º de julho de 2012.

O Garantia Safra é um seguro destinado a agricultores familiares em caso de perda de, no mínimo, 50% da lavoura (ocasionada pela seca ou excesso hídrico) dos municípios que estão na área de atuação da Sudene, incluindo a região semi-árida do Norte de Minas Gerais e os nove estados do Nordeste. De acordo com a coordenadora nacional do programa, Dione Freitas, são 30 mil agricultores familiares participantes no semi-árido do estado de Minas Gerais e 900 mil no Nordeste. Ela destacou que a meta do Governo Federal no Plano Plurianual (PPA) é alcançar um milhão de agricultores familiares aderidos ao Seguro Safra até o ano de 2015.

 Adesões

No final de dezembro foram encerradas as inscrições para a safra 2011/2012. No Maranhão, 12.890 agricultores familiares aderiram ao programa, ficando assim habilitados para receber o seguro em caso de perdas de mais da metade da lavoura em seus municípios em razão de seca ou excesso hídrico.

O coordenador estadual, Giancarlo Pinheiro Rosa, informou que em caso de perda, o agricultor recebe um seguro no valor de R$ 680,00, pagos em cinco parcelas iguais na Caixa ou nas casas lotéricas, por meio do Cartão do Cidadão ou do Programa Bolsa Família quando o agricultor também é beneficiário do Programa Garantia Safra.

Nesta safra 2011/2012, a contrapartida do estado do Maranhão  será de R$ 525.912,00. Na composição de cada seguro da agricultura familiar entram: a contribuição do agricultor, de 1%, correspondendo a R$ 6,80; do Município, de 3%, o que equivale a R$ 20,40; do Estado,de 6%, no valor de R$ 40,80; e da União, que entra com o valor complementar.

De acordo com o delegado federal do Desenvolvimento Agrário no Maranhão, Ney Jefferson Teixeira, o Garantia Safra é uma ação estruturante de apoio ao agricultor familiar: “O Seguro Safra garante uma política de sustentabilidade. Ele completa uma política estruturante do MDA, formada pela reforma agrária e regularização fundiária, infraestrutura social (casa, água, luz e estrada), assistência técnica, crédito e comercialização”.

Alertas para os prazos

Durante o curso, a coordenadora nacional do programa alertou as prefeituras que estão com riscos na produção, ocasionados por seca ou excesso de chuva, para que obedeçam aos prazos para a solicitação de vistoria do Seguro Safra e a indicação do técnico vistoriador, sob pena dos agricultores perderem o benefício nesta safra 2011/2012.

O delegado federal do Desenvolvimento Agrário no Maranhão também chamou a atenção dos técnicos sobre o calendário de plantio para os agricultores familiares: “Os técnicos precisam orientar os agricultores para que façam o plantio no período correto, para que possam garantir o direito de solicitar o seguro”.